Comício permanente
O governo estadual se mantém em comício permanente, em que pese o baixo saldo de realizações, mas também acaba ouvindo o outro lado em mobilizações como as havidas por servidores da saúde e da educação anteontem em Londrina. Claro que a claque de secretários, partidários e prefeitos lá estava para apoiá-lo. E vai continuar assim: barnabés acuando o governador e este, à falta de outro argumento, afirmando que o Paraná está mal por culpa da União. E agora obteve um sinal favorável com a ratificação da liminar do ministro Marco Aurélio de Mello que obriga a Secretaria do Tesouro Nacional, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, a liberar os R$ 817 milhões do Proinvest, no qual efetivamente o Paraná tinha sido discriminado. É um ingrediente importante para o encontro da bancada estadual-federal com Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional na quarta-feira, em Brasília.
Um dos dois lados têm que sair bem da troca de acusações para livrar-se do ônus eleitoral da pendência. O que não pode é persistir a aparência de que há meia verdade recíproca até porque seria a única forma de evitar uma eleição tão contaminada por um intercâmbio de desculpas primaríssimas...
Mesmo que o governo estadual acabasse levando a melhor não se livraria das pressões salariais e da abrangente expectativa de todo o funcionalismo de que em maio terá ao menos a reposição dos 7 a 8% da inflação. E cadê o caixa para atender tanta demanda como se já não bastassem as prometidas dos policiais e guardas de presídio, congeladas há tanto tempo?

Segurança
Saúde e segurança se juntam nas críticas ao governo: unidade de saúde da Cidade Industrial foi assaltada pela nona vez e na segunda-feira servidores da área municipal vão às ruas pedir o amparo estadual. Mais pepino.

Apagão
Apagão de mão de obra não está apenas nos caminhoneiros em torno de cem mil para todo o Brasil e que leva à contratação de colombianos e bolivianos. Agora, às vésperas da Copa, a Abrasel de Curitiba informa que no setor de hospitalidade (hotéis e restaurantes) há falta de 12 mil trabalhadores. Como se vê a iniciativa privada também falha no evento por falta de previsão.

Delação
Delação premiada no caso do Labogen (Leonardo Meirelles) vai aprofundar as ligações de André Vargas em dobradinha com Youssef, o que trará elemento adicional ao pedido de cassação já formalizado. O Labogen tinha associação com grupo especializado em genéricos para produzir Viagra. A tacada era genial na linha do saque do José Serra que quebrou a patente do remédio da Aids e lançou os genéricos como ministro de Saúde. Parece que o destino do PT é encrencar-se ao imitar o PSDB como se deu no mensalão. Poderiam imitar o Plano Real que ao menos tiveram o bom senso de não contestar.

Folclore
O jornalista Augusto Nunes pega no pé de André Vargas por desconhecimento da língua portuguesa e o hábito de substituir "s" (esse) ou c por "ç" (cê cedilha) e fecha uma frase com a palavra assassínio tudo na base da cedilha. Pelo menos em português já é passível de "caçação".

Descarte
Depois do plano da recuperação de calçadas, a Prefeitura de Curitiba anuncia outra iniciativa: a do descarte dos medicamentos.

Bomba-relógio
Tarifa dos transportes (que deveria, segundo técnicos, ir a R$ 3,30) é a bomba-relógio eleitoral. Daí o cuidado de Fruet e Richa em não se desgastarem com esse problema inevitável.

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