Agências de risco
Como não temos agências que fazem, no plano regional, cálculos de risco deveríamos levar mais a sério intervenções como a da Secretaria do Tesouro Nacional relativas ao descumprimento de normas da Lei de Responsabilidade Fiscal como se dá claramente com o Paraná. O sufoco financeiro é visível não apenas em operações como a de aumento do capital da Sanepar como em outras medidas que buscam amparo em bancos de fomento como BNDES e BRDE.
O fato de sermos uma das unidades que menos recursos recebe da União não muda a realidade de que não fizemos o serviço de casa, perdemo-nos nas despesas de custeio e não investimos. Nenhuma medida cirúrgica foi adotada para conter o descalabro. É evidente que os aguardados recursos da União, tão reclamados, não seriam mais do que um band-aid num quadro que tende à deterioração.

Taxistas
A decisão judicial interrompendo o processo das licenças de táxis na Capital terá desdobramentos complicados. Mais de cem motoristas, acreditando nas regras fixadas, fizeram investimentos pesados em automóveis e temem possíveis consequências que os levariam ao desamparo. Conforme o andamento da questão, Fruet acabará tendo aí fator de desgaste menor do que o das tarifas de ônibus.

Estatais vergam
Não apenas o Brasil foi rebaixado, mas também os seus principais ativos como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil. Na saída de Lula eram avaliados em mais de R$ 700 bilhões e caíram consideravelmente sob Dilma. É background forte para o caldo de cultura das CPIs em cogitação.
Um dos fatores de resistência a qualquer devassa na estatal é a mitologia criada em cima da soberania como se ela, mais do que qualquer outra, o expressasse o que faria de qualquer atitude crítica uma traição, uma arma psicossocial permanentemente empregada.

Investigação
O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli está determinado a pleitear uma Comissão Especial de Investigação para apurar o suposto grau de discriminação que estaria o Paraná sofrendo por parte da União. A tática eleitoral de culpar o governo federal ganharia um cenário forte para ser fixada como o tema debate da campanha. Como a maioria é hegemônica, entendem os governistas que se sairão como em embates como o mais recente em torno da Sanepar e faturarão a parada. Ignoram o peso da STN e da rigidez dos seus códigos. A oposição, reduzida a um exército brancaleone, vai ter que rebolar para tentar transferir ônus ao governo.
Com essa orientação estaremos condenados, outra vez, à mediocridade e não aprofundando os nossos instrumentos de análise. E pior ainda se a eleição for polarizada em cima de um primarismo.

Folclore
O medo paranoico que os governos têm de um modo geral da convocação de secretários nem sempre se justifica: no período Bento Munhoz da Rocha houve a convocação do simplório José Eugênio de Souza, um guarda livros que cuidava da pasta fazendária. A oposição, mesmo contando com nomes como os de Hélio Setti e Acioly Filho, tentou fustigá-lo e o homem simples levou a melhor. Bento apostou no Genico e saiu-se bem.

Perda
Apesar dos ganhos com a auditagem do Tribunal de Contas e da Urbs, mais a CPI municipal, dificilmente se evitará o aumento do transporte coletivo em Curitiba, dando para perceber que o grupo de advogados que defende o cartel, o mesmo afinal do pedágio, é articuladíssimo. De outro lado Beto Richa não se sente preocupado com a questão da legalidade da concorrência que ele promoveu como prefeito.

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