Acefalia na segurança
Embora os bons resultados estatísticos com queda em níveis de violência, a área de Segurança foi a que teve maior instabilidade de direção: primeiro com a surpreendente provisoriedade de Reinaldo de Almeida Cesar, homem de ouro da Polícia Federal; depois com a sequência produtiva de Cid Vasques, conquanto afetada pelos atritos com o Ministério Público e em meio a tudo isso a sucessão de três comandos da Polícia Militar. Como se vê os percalços não têm sido pequenos, o que não impediu um desempenho acima do razoável.
A área tem tal delicadeza que não pode ser entregue à direção provisória como se dá no momento em que a licença do delegado PF não é autorizada e o governo deixa tudo pra depois do carnaval quando volta de sua viagem a lugar incerto e não sabido e num momento sensível na decisão da questão das tarifas dos transportes que envolve a gestão metropolitana do sistema, dependente de subsídio bem maior do que o anunciado. Bom momento para viajar e deixar o hoje adversário Gustavo Fruet, a quem esnobou quando no PSDB, com todos os ônus da decisão. Escapismo ou malícia, tudo vale como suposição.

Urbs zero
Nota da Urbs nos pródromos e sequência da greve: zero. Não tinha plano B para a hipótese da greve, bem concreta (e tanto que obteve no TRT a cautelar antes de sua deflagração) e não colocou qualquer programação contingencial e pior, ontem, mostrou-se inábil no monitoramento da frota para que a decisão judicial fosse seguida à risca. Bateu cabeça, embaralhou, e ficou visível que a frota circulante era bem menor do que a colocada pelo TRT.
Já tinha zero na gestão passada com o papelão da licitação, contestada por todos e obra de Beto Richa prefeito e do seu procurador Ivan Bonilha, mais os dirigentes da empresa municipal, Marcos Isfer e Fernando Guignone. Como ela produziu efeitos jurídicos não dá para considerá-la nula, anulável e até, como querem alguns, inexistente. Mas o pepino está aí, azedíssimo, em compota.

Redescoberta
O pintor Sigaud, modernista e da esquerda, irmão do arcebispo Eugênio, da direita e dirigente da TFP, Tradição, Família e Propriedade, tem uma obra tombada na matriz de Jacarezinho, a via crucis, em que se vale de figuras locais como participantes do barbeiro ao delegado de polícia como legionários romanos e populares. Volta e meia redescobrem esse feito.

Caça
Em virtude dos abusos de vans e táxis na crise do transporte na Capital pela cobrança de preços abusivos (R$ 70 por pessoa até) tanto a Urbs como outros órgãos esperam denúncias formais para punir infratores. Taxistas podem até perder a licença se flagrados em abuso.

Folclore
Cravei uma crítica quando ficaram nítidas as causas da crise financeira do Coritiba: o time não valia o que custava. Com a nova denúncia e fuga de Deivid, que também não disse ao que veio, fica presente a figura de Gimenez como causa maior do tumulto e de quem o coxa era refém, tal a sua fama.

Impasse
Negociação dos ônibus em impasse: trabalhadores querem 10,5% e empresários ofertam no máximo 7,36% e isso ameaçava manter a greve. Se isso ocorrer é de esperar-se que o monitoramento da frota disponível pela Urbs seja eficaz.

O inferno
Quando Dirceu Wiggers, do Londrina, foi contratado para jogar na Ucrânia, achou que era o paraíso. Ontem em Curitiba ele disse que descobrira o inferno por causa da guerra civil naquele país. Tira o time de campo.

Pisou na bola
Valdir Rossoni pegou, agora sim, uma parada de gênero ao tratar sem qualquer respeito a dirigente do movimento contra a fundação de saúde. Arrogante, um tanto quanto aureolado pelos supostos feitos moralizantes, se perdeu na soberba e agora vai ter o feminismo na sua cola. Bem feito.

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