Sem polícia
Os policiais fazem a greve hoje e procuram, de todos os meios, evitar o ocorrido em passado recente em que uma parede de delegados de carreira deu o maior xabu com a surpreendente verificação de menor violência. É que afastadas as prisões para averiguações, aquele tempo comuníssimas, a estatística da violência teria caído radicalmente. Quer dizer: um gol contra.
Aposta-se agora numa espécie de operação padrão, como a de prisões só em flagrante delito, como um referencial; pressão, no entanto, suficiente para botar o governo em clinch. E isso se dá no momento em que há acefalia do sistema com a saída do secretário Cid Vasques que retorna ao MP.
Dois fatores levaram o secretário a tirar o time: a ocorrência da greve e a cassação pelo Órgão Especial do TJ da medida que o beneficiava na trombada com o MP no judiciário. Decisão lúcida porque, embora protegido até no STF, o cisma persistia e dificultava as ações do governo.
Cid Vasques saiu em alta: prestigiado pelo governador e pela classe policial em todos os seus escalões, vinha obtendo sucesso estatístico na luta contra a violência. Quem estava inconformado com sua permanência era o MP que por suas mais elevadas instâncias como o Conselho Superior e o Órgão Especial do Colégio de Procuradores insistia na cassação de sua licença.
Como as reivindicações policiais implicam em reajustes e o Estado continua na marca do pênalti na Secretaria do Tesouro Nacional, STN, percebe-se que há um mínimo de espaço, já bastante esgarçado, para diálogo. São casos como esse e mais os atrasados dos professores, que colocados em pauta, mostram que o governo está financeiramente quebrado e se fosse uma empresa se encontraria em estágio de recuperação judicial, concordatário.

Quase
Um laudo do Ministério do Esporte, revelado ontem pela CBN de Florianópolis, indica que os técnicos da pasta não acreditam que o Atlético Paranaense conclua em tempo a Arena da Baixada. Mesmo colocado no fio da navalha ou sob a espada de Dâmocles, a Fifa entendeu que o bloqueio seria uma alternativa pior por seus efeitos colaterais. Algo como um gol com a mão no último segundo da prorrogação "salvou" a contingência que colocaria na lama todo o acervo de modelos conquistados, ao longo do tempo, pela capital paranaense.

CPI
Nenhuma CPI estadual até hoje deu certo e essa, tão controvertida, do pedágio não toma uma providência elementar: conhecer o tipo de acordo entre o governo e concessionárias que está sendo feito nas obras em andamento como a de Campo Largo (duplicação e desvio), a de Medianeira e essa encenação para engrupir eleitor da duplicação da Ponta Grossa-Apucarana. Refém das pedagiadas no longo prazo, é mais um sinal de corrosão do já combalido tesouro. Há suspeita de que além do pedágio há mais grana pública pelas obras.

Dureza
Motoristas e cobradores acham que podem repetir aqui a greve de Porto Alegre de quase duas semanas: até agora não deram sinais de radicalismo porque não querem perder benesses contratuais como os 3% das folha geral para um Fundo gerido pelo Sindimoc. Discutir reajuste salarial num cenário de nevoeiro não é fácil. Enquanto isso o cartel confia na área judicial contra a queda dos 43 centavos na tarifa técnica. A greve pode sair no fim de semana.

Contra Maria
Uma das manifestações regougadas ontem na polícia: a maioria é contra a nomeação de Maria Teresa Uille Gomes, atual secretária de Justiça. Pelo jeito não querem dureza como se já não fossem pequenas as decorrentes do conflito com o Ministério Público e, sobretudo, o Gaeco...

Folclore
A luta pela direção municipal do PMDB envolve o time de Requião e o dos adesistas a Beto Richa e tanto que ambos os postulantes estão procurando cabalar os votos de todos os que têm ficha no partido, mesmo aqueles que não têm o mínimo interesse em política. São dez mil fichas a convencer. Engajar os desengajados é preciso para vencer o bate-chapa. Nem mortos escapam.

Existencialismo
Náusea existencial não se controla com Engov.

mockup