Quem está mentindo?
Quem mente sobre os problemas do Paraná: o governador ou os senadores? Em política é possível tudo: todos mentirem, ao mesmo tempo, e se saírem bem. Como a hipótese de todos blefarem no pôquer, o que soa como absolutamente mágico. De arte do possível, mais do que do desejável, aí já nos rebordos da utopia, a política se faz em prática do impossível.
Já estamos com a disputa eleitoral definida: saber qual dos dois lados têm razão, e como nenhum deles detém a verdade inteira, fica-se com a versão de conveniência e conivência. O público deveria fechar um acordo: se Beto e Gleisi entrarem nessa, no andamento da campanha, com um pingue pongue desse padrão, dar-lhes zero, negar-lhes o voto como imposição.
Precisamos de alguma forma de pensamento, de reflexão, sobre o Paraná de hoje e de amanhã, visão de futuro sem perder a perspectiva do presente, enfim algo que tenha alguma medida de dignidade intelectual.

Não deu outra
Como prestamos vassalagem, diariamente, à sociedade do espetáculo, o circo armado em torno da decisão da Fifa sobre a sediação da Copa em Curitiba só poderia dar no que deu: a maquiagem, mais do que o andamento das obras, tudo garantiu. Agora resta esperar que sejamos inundados de turistas e negócios como os alegres secretários, aqueles primeiros que não tinham um mínimo compromisso com a realidade, assoalharam.

Flexibilidade
Já houve época em que diante de uma crise conjuntural nas montadoras os líderes metalúrgicos usavam como argumento para garantir empregos nos acertos contratuais do ICMS incremental, das concessões, enfim de todo aquele esquema da guerra fiscal. A compreensão da delicadeza da situação da Volkswagen mostra que a liderança sindical, ao mesmo tempo que é firme, revela igualmente uma visão flexível para situações anômalas e que reclamam consenso justamente para garantir a continuidade do mercado e do nível de emprego.

Palanque
Não é a primeira vez que a CAE, Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado, se transforma em palanque: no passado, sob Lerner, Requião e Osmar Dias adotaram posição de resistência. Agora Alvaro Dias pode ficar com a defesa do governo, enquanto Gleisi e Requião adotarão posicionamento crítico, mas não demais para não queimarem a cara. Daí o apoio unânime da CAE ao empréstimo.

Jornalismo
Está aí um tema, num momento em que cresce a tendência de monopolização, para o 7º Congresso Paranaense de Jornalistas: a unificação do sindicato, o quanto antes, para que só um tipo de ação política o caracterize, embora a força das especificidades regionais. Paraná não é Coreia nem Vietnã.

Folclore
Como Delfim Neto afirmou que Gleisi Hoffmann era a musa da privatização, tal o empenho demonstrado na questão dos portos, aeroportos e estradas, o time de Beto Richa, com argumentos brizoleiros e nacionalistóides, tentou detoná-la, ainda que defensor do acordo de acionistas com a Sanepar e agora querendo terceirizar a saúde como já se fez com as estradas pedagiadas em relação aprofundada como nunca. Privatização infunde terror ideológico quase sempre nos burros, hesitantes e mal intencionados. Graças a ela o País tem telefone celular, o que seria impossível no passado, estatizante-paralizante.

Pega
Domingo os 10 mil filiados ao PMDB devem votar para a presidência do diretório de Curitiba: são candidatos João Arruda, deputado federal, e Reinhold Stephanes Júnior, deputado estadual, o primeiro pela candidatura própria, o segundo pela aliança com Beto Richa.

Habemus Copa
Como já temos Copa o que falta agora é a cozinha.

O deboche
A história do juiz, punido pelo CNJ, que se vangloria na internet de estar curtindo o ócio à custa do erário é bem um sinal da perda da noção de honra e do constrangimento que é essa punição final a um magistrado.

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