LUIZ GERALDO MAZZA
Curitiba escapa
Se as comissões da Fifa agissem com o rigor que a Secretaria do Tesouro Nacional (tanto que voltou a exigir documentos) aplica ao Paraná, a Copa do Mundo estaria descartada. Ocorre que ainda há espaço, apesar das demoras nem sempre sustentáveis, para conversação e até, por motivações políticas, para aceitar maquiagens como andamento efetivo da obra que está custando os olhos da cara, apesar da prensa do Tribunal de Contas.
É tida como certa alguma condescendência diante das expectativas geradas que vão de retornos efabulísticos não apenas para o Atlético, que ganha na moleza um estádio moderno, mas em retornos para a cidade calculados em vários bilhões, seja na resposta turística e comercial e nas obras de mobilidade.
Caso houvesse a frustração teríamos perdas de todos os lados, dada a abrangência do vexame com efeitos compensados no plano eleitoral: todos se sairiam mal.
Pichação
Pegaram dois colombianos em flagrante pichação de viaduto e os prenderam. Daí os conduziram a Polícia Federal que considerou tratar-se de contravenção e eles foram liberados. É um golpe na campanha da Associação Comercial.
No Senado
Provavelmente a partir de hoje na Comissão de Assuntos Econômicos teremos um palanque eleitoral em torno de demandas paranaenses, a primeira de um empréstimo de R$ 60 milhões: Alvaro Dias ficará como o defensor do Paraná e usará o fervor do discurso oposicionista ao desempenhar-se da missão. Já tanto Gleisi Hoffmann como Roberto Requião ficarão com o ônus eventual de qualquer bloqueio. Isso vai drenar para a campanha eleitoral sem dúvida, mas desde já marca pontos.
Da pesada
A jovialidade do governador, habituado a pilotar motos, está sendo explorada negativamente pelos policiais arregimentados para a greve. Enquanto passeia há falta de combustíveis e viaturas que ficam na oficina por falta de pagamento.
Previsão
Quando se divulga os feitos do Paraná Competitivo não se imagina que possa ocorrer casos como esse da Volks com afastamento provisório de 300 operários.
Folclore
A safra não é de notícias boas para o governo estadual: o Banco Central estaria exigindo um repasse de R$ 200 milhões junto ao BRDE e catarinas e gaúchos já teriam cumprido a parte que lhes cabe. Se a grana não sair, as operações do BRDE, segundo semestre, estariam bloqueadas.
Nepotismo
Enquanto o CNJ reafirma que nomear parentes é nepotismo, a nossa prática é a de políticos habilitarem filhos, sobrinhos, genros e netos às eleições, prova da nossa imaturidade e vinculação extrema à oligarquia. Alguma vez fomos diversos das clãs nordestinas? Há quem, no entanto, tente distanciamento.
Na rua
Segundo relato de terapeuta que faz assistência social junto ao Ministério Público haveria juízes, médicos, advogados e engenheiros entre moradores de rua em Curitiba. A opção por essa forma de viver é respeitada por educadores que atuam no espaço e uma das regras é ocultar-lhes a identidade.
Proposta
Há proposta no Senado que obriga o afastamento dos cargos nas reeleições no mínimo de quatro meses. Óbvio que não passa.
Repasses
Queda superior a 40% entre 2012 e 2013 nos repasses do Estado a municípios tem tudo para manter-se neste execício mesmo com a safra eleitoral.
Cogestão
No caso atleticano a cogestão se transformou em congestão.





