Mais protagonismo
Não apenas o Tribunal de Contas, que depois da auditagem, pleiteou a redução da tarifa técnica dos transportes coletivos e agora faz exigências em relação aos gastos com a Arena da Baixada e comprovantes, está na fase aguda de protagonismo. Também o Dieese, Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos, dá a sua palhinha e não apenas na questão tarifária dos ônibus e seu peso no orçamento obreiro, mas também no que chama de falta de transparência nos atos relativos ao metrô.
E olha que tem razão: de saída todas aquelas multinacionais envolvidas nas propinas históricas de São Paulo (Siemens, Alston, Bombardier) podem entrar na atividade respaldando alguma empreiteira por não estarem impedidas. Se lá levaram décadas para descobrir os chunchos (e como sempre devassadas no exterior e não aqui) imagine-se o que poderia ocorrer.
Quantos mais intervenientes houver melhor: isso pode não ter nada a ver com o despertar de junho do ano passado com a multidão nas ruas, porém que leva jeito de ruptura não se pode negar. Saímos do sono profundo para o sonambulismo, o que não deixa de ser um pequeno avanço como semi despertos.

Desintegração
Enquanto a massa insiste em baixar a tarifa do ônibus e fez ontem, diante da prefeitura da Capital, mais uma proclamação há sinais de corrosão do sistema integrado (no qual uma pessoa viaja 80 km com uma só passagem) com o cisma entre Araucária e Contenda com aquela tirando o corpo por estar acumulando prejuízo. Pode haver outras situações análogas e isso sem considerar que essa tem sido a chantagem da prefeitura de Curitiba contra o governo estadual que hipoteticamente responderia por todas as linhas metropolitanas. Em lugar de tarifa baixa o público acaba correndo o risco de pagar mais de uma e até três.

Pedindo chuva
Só faltou dessa feita por causa da longa estiagem e o verão tórrido copiarmos os rituais do nordeste com as procissões pedindo chuva. Inclusive a formal, tocada pela autoridade religiosa, "ad petendam pluviam". Enquetes de ontem, com a chegada das chuvas, em rádios e jornais, mostravam a ansiedade com que a população aguardava a mudança no clima. Se vier enxurrada, chiam de novo.

Cartilha
O charme de Beto Richa, bem como seu poder de persuasão, já não é o mesmo: a cartilha feita para convencer os deputados, especialmente os do PMDB, que o projeto da fundação não é privatizante, é uma prova inconteste disso. É que a turma de adesistas está firme com Beto Richa, mas não quer bronca e desgaste com barnabé. Às vezes não dá para fazer omelete sem quebrar ovos.
Rebolar, como sugeria o filósofo, apoiado pelos sambistas, é preciso.

Vietnã
Acidentes em estradas e vias urbanas mataram seis por dia no Paraná em 2013, manchete desta FOLHA de ontem. Foram 2.036 vítimas (191 na Capital, 95 em Ponta Grossa, 87 em Londrina). Vamos pessimamente nos dois fronts.

Folclore
Tentei em reportagem na revista "Panorama", nascida em Londrina e depois levada por Adolpho Soethe para a gráfica dos Schrappe em Curitiba, descrever as "bocas malditas" do Paraná. Situei a de Antonina no bar do Coralo: por absurdo que pareça, um funcionário do Correio me entregou um telegrama em mãos na Avenida Luis Xavier encaminhado pela confraria litorânea. Sedex não havia, mas no caso operou como tal.

Com a barriga
O governo vem empurrando com a barriga a reivindicação dos guardas de presídio há muito tempo. E obteve outra moratória com a promessa de 23,37% de adicional o que levou à suspensão da greve. Prazo se extingue no fim do mês.

Procissão
Manifestação pela baixa de tarifa se transformou em alta de salário para os servidores municipais ontem no Paço Municipal. Fermento eleitoral é fogo.

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