O último do sul
Há um critério criativo para ver se uma unidade federativa se dá bem: sua posição em relação aos vizinhos suprerregionais, isso é fazer a emulação, por exemplo, entre Estados do sul. E vamos mal porque levamos a pior no confronto social, já que Santa Catarina e Rio Grande do Sul nos batem em indicadores como o da expectativa de vida, escolaridade e mortalidade infantil.
Sem entrar em exageros ideológicos como o de "o sul é o meu País", esse recurso é extremamente válido na medida em que, ao mesmo tempo que pode ajudar a aglutinar interesses comuns, serve de aferição para as políticas aí praticadas e também para a melhor capacidade de intervenção nos acontecimentos, na política, por exemplo, no caso dando aos catarinenses e gaúchos, embora sem tanta representação ministerial, um inegável melhor desempenho.
Há casos, no entanto, em que se nota a falta de ação comum, articulada, como na evidência de que os investimentos federais, pelas empresas da União, caiu de 2012 para 2013: a queda do total investido no Brasil meridional foi de 7,9% para 2,9%, o que contabiliza R$ 4,4 bilhões a menos.
O pior, porém, é a derrota nos indicadores sociais com queda também nos de ordem econômica. E mais: maior expressão política e ganhos excepcionais em alguns indicadores como o fato de a universidade ter no ranking nacional o primeiro lugar em graduação e pós-graduação nos cursos de engenharia mecânica e engenharia industrial quando o nosso terceiro grau é bem mais antigo.

Outra analogia
Estamos sob o risco trágico de termos uma disputa eleitoral anedótica com Beto Richa alegando que a União o persegue (e aí junto com os três ministros paranaenses) e a Gleisi Hoffmann replicando que a crise paranaense decorre de incompetência gerencial. Precisamos fazer algo para fugir desse horror e neste fim de semana tivemos um bom exemplo com a entrada em operação da duplicação da BR-277 em Campo Largo, feita pelo governo estadual, embora a falta de transparência no que diz respeito aos acordos que a administração vem fazendo com as consorciadas. Dentro em pouco teremos o repique a favor de Gleisi com a duplicação, ainda que em trecho limitado, da BR-116, mas resolvendo de vez as dificuldades operacionais antes e pós Fazenda Riogrande.
Todos os governos paranaenses, embora sem muita ênfase, até por terem figuras suas no ministério como aconteceu com o neysmo e depois com Sarney e os que se seguiram, mas no passado tínhamos um volume de obras (rodovias, hidrelétricas, telecomunicações, escolas) para mostrar. Hoje mais chiamos do que fazemos, até pela situação constrangedora das nossas finanças.
Se fizéssemos, portanto, uma competição em obras que poderia ser respaldada na visão do Paraná de hoje e de amanhã estaríamos mais do que premiados.

Manta sagrada
Enquanto técnicos municipais estudam a manta térmica para debelar o calor nas estações-tubo, um mecânico, que cuida do estacionamento do empresário Luis Groff, resolveu problema idêntico à base de uma tintura de automóvel. Avisou a prefeitura e não lhe deram muita bola.

Cartórios
Algo surpreendente está ocorrendo: gente desistindo de cartórios mormente dos estatizados. Uma das poucas formas negativas de um notário ficar notório.

Júri
Nessa quinta-feira o Tribunal de Justiça aprecia se o caso do ex-deputado Ribas Carli vai ou não a júri. Só esse impasse segura o evento cinco anos.

Folclore
Essa novidade de o Beto Richa ir a bares populares como se deu com o do Arlindo Ventura, o Magrão, no "O Torto", nem sempre rende proselitismo, tanto que no "Tartaruga", na Itupava, semana passada, foi admoestado severamente por uma senhora que achou sua postura condenável. Ponto de vista é assim: móvel qual pluma ao vento.

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