Sinfonias inacabadas
Quando divulgaram a pesquisa segundo a qual a maioria da população curitibana não acredita na construção do metrô percebeu-se que isso decorre de uma tradição envolvendo especialmente o Estado. É que o maior número de situações se dá por aqui como a autoestrada Curitiba-Paranaguá que levou décadas para ser efetivamente atacada, o novo traçado ferroviário Curitiba-Paranaguá que deixou sinais da via permanente jamais assentada e até um viaduto nas cercanias do porto, a ferrovia Ponta Grossa-Apucarana que os Bygton deixaram rastros de quase um quarto de século e mais recentemente a Linha Verde, tida como uma de maior impacto urbano, novelesca e abominada substituta da BR-116.
Em primeiro lugar não se percebe convicção na área técnica de que o metrô é essencial para a vida da cidade ou que melhorará estruturalmente a circulação.
Nunca o custo de um aparato é correspondente ao projetado, normalmente acaba levando quatro vezes mais, e seus benefícios são menores e ainda por cima seu tempo de construção leva o triplo do imaginado.
Numa ordem de prioridades seria desprezível seu papel levando em conta seu traçado, cuja demanda é razoavelmente atendida. Como, porém, tudo o que tem o padrão Fifa desaparece como prioridade seguramente é melhor que estádios.
Se é um técnico adotasse seus parâmetros habituais jamais admitiria possível que Paranaguá se transformasse nos anos cinquenta no maior porto cafeeiro do mundo, valendo-se da ligação da Estrada do Cerne a a Graciosa. A escala menor pode surpreender a teoria dos sábios.

Conta-gotas
A política de valorização do salário mínimo ajuda a reduzir desníveis sociais e o atual de R$ 724, segundo o Dieese o maior da série histórica, paga 2,2 cestas básicas. De 1995 (1,02 cestas) a 2011 (2,13 cestas) evoluímos até 2,07 cestas no ano passado. O Dieese insiste na utopia de que o mínimo satisfatório para uma família brasileira deveria ser de R$ 2.761,58 e que decorre de um decreto de Vargas de um tempo em que 2 terços da população estavam no campo e fora do âmbito do salário mínimo.

Susto
Estatística da Operação Verão indica que um terço das ocorrências foram de violência contra a mulher nas praias. Caymmi orientava em "Maracangalha" que "se Anália não quiser ir// eu vou só". Melhor só do que a dois brigando.

Sanepar
Saindo à frente no marketing, a Sanepar informou, em placas na praia, ter investido R$ 250 milhões nos sistemas locais. Mesmo ontem, quando boa parte dos banhistas já havia deixado o litoral, ainda faltava água. Ironicamente o que sobrava era água viva no mar para queimar os frequentadores. Em compensação só havia dois pontos interditados ao banho.

Sem crachá
Fogueteiro clandestino, isso é sem alvará, foi alvo de severa campanha nas festas de Natal e fim de ano. 300 quilos apreendidos em Curitiba, Região e Litoral. Na infância ensinavam "quem brinca com fogos faz xixi na cama".

Folclore
Quem faz terrorismo psicológico no Brasil são os indicadores oficiais: queda na balança comercial, pibinho e inflação resistente. A salvação do País está na seriedade do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas, órgãos não aparelhados, pelo menos até agora. Na Argentina é o contrário e não poucos se deixam seduzir pelo modelo conveniente.

Maurício
Uma especulações da moda é a de que se revigoraria a ida de Maurício Requião para conselheiro do TC. Mais um acordão disfarçado. Melhor seria reintegrá-lo por via judicial.

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