LUIZ GERALDO MAZZA
Compadrio dominante
Apesar da contundência da decisão que suspende a licença do procurador Cid Vasques para permanecer na Secretaria de Segurança por 16 votos a dois no Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, o governo se mostra tranquilo, acreditando na eficácia das medidas adotadas junto ao TJ, segundo as quais tudo permanecerá na mesma até que se esgotem os recursos da etapa administrativa e judicial.
A guerra de braços não terminou, pouco importando ao governador a gravidade da questão na perspectiva institucional, já que o Ministério Público é órgão interativo junto à Segurança na rotina processual. O governador quer resolver esse caso da mesma forma como enfrentou a improbidade do seu homem de confiança, Ezequias Moreira: o predomínio de critérios e juízos de valor pessoais postos acima de qualquer codificação ética e processual daquelas que regulam a vida na sociedade civilizada.
Não tem muito o que esperar porque, a qualquer momento, haverá a decisão do CNJ e STJ sobre o exame de tráfico de influência na nomeação de Fabio Camargo para conselheiro do TC e aí dificilmente, outra vez sob o ponto de vista moral e ético, o governo estadual se sairá bem.
Hauly, o culpado
Uma versão corrente no governo é a de que o único e verdadeiro culpado pela crise financeira foi o ex-secretário Luiz Carlos Hauly. Também são citados outros que carregaram nas despesas como o titular da Educação ao acatar todas as demandas do professorado, como se tivesse todos os méritos, embora os maus desempenhos de nossas escolas no Enem. Dividir responsabilidades, ainda que internamente, é uma forma de diluir culpas.
Joel e secretarias
De uma forma delicada e quase sutil o empresário Joel Malucelli, em papo na "Folha de S.Paulo", sugere a diminuição de pastas para o governo estadual como uma das peças importantes do seu programa se eleito governador. Essa, na realidade, a causa maior do disparo nos gastos.
Craca
Boletim de balneabilidade nas praias indica que há quatro pontos de comprometimento. Na primeira apuração eram três, mas devem aumentar muito com mais banhistas e, sobretudo, com o período chuvoso.
Piranhas
Órgãos estaduais como o Iap e a EcoParaná fazem avaliações sobre a hipótese de ataques de piranhas no rio Paraná diante de fatos ocorridos na Argentina.
Ocorrências do gênero são comuns nas cabeceiras do Tietê em praias públicas e se repetidas em Itaipu seria um desastre na Costa Oeste, notadamente nos balneários com grande frequência a essa época do ano.
Segunda época
Cid Vasques não é bem visto na sua categoria, o Ministério Público: enquanto ele foi rejeitado pelo Conselho Superior e pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, Maria Teresa Uille Gomes teve apoio unânime para que continuasse na Secretaria de Justiça.
Ficha limpa
Prefeitura da Capital anuncia o sistema de ficha limpa que é lavrada com certidão de inexistência de impedimento afirmada pelo próprio interessado. Dois da gestão Richa, pelo menos, estariam impedidos de obtê-la: Cassio Taniguchi condenado, duas vezes, pelo STF, em duas sentenças de seis meses de prisão em cada uma delas, salvo pela prescrição, e o Ezequias, é claro.
Folclore
Atribuía-se ao deputado Pedro Liberti, de Rolândia, o discurso contra o abandono da cidade: de dia a poeira das ruas e à noite a latitude dos cães. Respondia que isso se devia à longitude da imaginação dos adversários.





