Não foi tão bem
Governos, de um modo geral, o cacoete não é exclusivamente nosso, costumam apropriar-se indevidamente dos dados macroeconômicos como se tudo decorresse de sua ação e não do conjunto da sociedade e da economia. Como o Paraná, há muito tempo, tem desempenhos, de um modo geral, superiores à média nacional, o marketing oficial deita e rola. É claro que analistas, como os do Ipardes, não compartilham do oba oba e simplesmente fazem apreciações equilibradas como convém à axiologia científica e técnica.
Enquanto de janeiro a setembro o País teve um acumulado de crescimento do PIB de 2,22, o Paraná chegou a 4,6%. Só que na medição do trimestre até junho já havia obtido 3,9%, o que mostra agora sua contaminação pelo trimestre negativo nacional, que foi de menos 0,5%.
É que o clima de asfixia com a dificuldade em fechar as contas do exercício com um mínimo de racionalidade obriga o estafe a buscar justificativas com algum conteúdo otimista. No caso para expressar o óbvio, o que a estatística repete, de que estamos melhor que a União. Só falta acrescentar que essa hidra mitológica, tal qual a enxergam os governistas locais, responderia por nossas dificuldades quando se sabe que a causa é má gestão e, mais do que isso, prodigalidade e irresponsabilidade.

Força, Gaeco
Enquanto aqui há uma tentativa para brecar as ações do Gaeco num suposto rodízio de policiais civis e militares (e que está presente na disputa, ainda no TJ, já no terceiro pedido de vista), a instituição volta a agir com desenvoltura em Guarapuava com a prisão de secretários e servidores da prefeitura acusados de fraudes em licitações. Liberdade ao Gaeco urgente.
Todavia boa parte dos políticos não gostam: afinal já encanaram e afastaram três prefeitos em Londrina e muitos vereadores e funcionários.

Operação tartaruga
Presos agrediram um guarda de presídio, que voltava de três meses de licença, na Penitenciária Central e foi o suficiente para a suspensão das atividades. Não é bem uma greve, mas algo semelhante a uma operação tartaruga.
Um exercício de memória: meu colega de Procuradoria, já falecido, o mestre Newton Stadler de Souza, dirigia o sistema penitenciário quando foi derrubado por uma rebelião armada por políticos que desejavam manter influência na área.

Pessimismo
Observadores acham que a diretoria do Atlético Paranaense já se imagina sem a presença na Libertadores e que por isso se agarrou na operação marqueteira da vinda do imperador Adriano que o manterá por longo tempo no noticiário.
Comparar essa vinda à do casal 20 (Washington e Assis) ou a do craque alemão Lothar Mateus como técnico é puro delírio, a não ser que haja o milagre. O que aqui é rotina: vide o governo liderando pesquisas eleitorais.

Folclore
Um dirigente do Instituto Ethos esteve ontem na Câmara Municipal de Curitiba para afirmar que uma das menores transparências públicas do País na Copa é a da Arena da Baixada. Aqui, aliás, entre o transparente e o translúcido quase sempre optamos pelo opaco. E ele às vezes é o conto do paco, seja no mistério dos ônibus ou naquele outro do pedágio.

Pruridos
Uma comissão legislativa se opõe ao artifício comum das votações na comissão geral para abreviar processos. Lá na frente empaca. Pruridos democráticos.

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