LUIZ GERALDO MAZZA
Como derrubar Richas
Valendo-se sempre da deslealdade, mas operando com eficiência, Requião tem um plano para tirar Beto Richa, como fez com seu pai José, do segundo turno da eleição estadual: bate na tecla de que ele, o governador atual, foi quem quebrou o Estado, valendo-se do background com a desesperada busca de economias para honrar as folhas do funcionalismo. O governo está em pânico, pois o secretariado não suporta a monocórdia orientação para conter despesas que parte da secretária Jozélia Nogueira como aconteceu em recente encontro do Conselho de Gestão em que se admitiu até a possibilidade de extingui-lo por inutilidade operacional, conforme um dos mais exaltados críticos.
Embora a secretária da Fazenda tenha razão em fixar a prioridade de juntar esforços para atender os R$ 3,6 bi relativos a este mês e mais o 13º e ainda a antecipação de dezembro para antes do Natal, conforme a tradição, não pode condenar outras pastas ao imobilismo já afetadas pelo não pagamento de contas telefônicas ou reparo de veículos quando não se encontram diante de ações de despejo como se deu na Segurança e a pressão de clientelas com faturas atrasadas em vários meses e até falta de rango aos presidiários.
Requião derrubou José Richa com a estória da aposentadoria (a qual aderiu) e agora será mais fácil com o filho, Beto, pelo afloramento de uma crise pela qual o governo jamais passou. Como a candidata Gleisi Hoffmann se valerá do empuxe de Dilma e da evidência que o governo paranaense não fez o dever de casa na questão de conter as despesas tudo pode concorrer para que a tese do senador, meia verdade, já que sua cota de responsabilidade é grande, acabe prevalecendo outra vez. E Beto, injustamente como no caso do pai, cai fora, apesar de todos os sinais em contrário como se dava no passado no cintilar das pesquisas estrondosas que garantiam a vitória de José.
OAB atenta
OAB regional de olho no reajuste do Funrejus junto com o Creci, a área de imóveis imediatamente interessada. Critica o parcelamento dos precatórios e espera liquidação para cinco anos num total de R$ 4,57 bi e garantia de que os depósitos judiciais sejam usados unicamente para quitá-los e não para salvar o sufoco do governo.
Investigação
O Ministério Público estadual investiga o caso das possíveis contaminações e mortes provocadas pelo alimento parenteral levado aos hospitais.
Tensão
O Tribunal de Justiça aprecia finalmente o conflito entre o Ministério Público e o governo estadual por causa da licença (que o Conselho pretende cassar) ao procurador Cid Vasques como secretário de Segurança. O julgamento, depois de vários pedidos de vista de desembargadores, será no dia 2 de dezembro. Incrível que o governador não tenha sabido administrar o incidente com um mínimo de habilidade, restando a ideia de que foi acuado pelo MP.
Ativismo
Surpreendente nos últimos dias a ação da polícia: gangues na Furtos e Roubos, 27 presos no tráfico de drogas, fechamento de fábrica de bebidas fraudadas, enfim rotina incomum.
Folclore
No colégio religioso o jesuíta germânico levanta a parábola da maçã podre que contamina o cesto e o aluno Severo Gomes, convidado a interpretá-la, sugere que o fato implica na não remissão do pecado. O mestre, irritado: "pra fora da sala, seu maçã podre!".
Cortes
Até agora os propalados cortes de custeio tanto no governo estadual quanto na prefeitura da Capital não trouxeram efeitos apreciáveis.





