Tempo ruim
Momento ruim, notícias perversas, hora de reflexão. Pesquisa feita em torno das 50 cidades mais violentas do mundo coloca nossa Curitiba em 39º.
Apesar de o governo agir no sentido da contrainformação botando as suas amostragens, com metodologias diferenciadas, na hora em que saem as nacionais e reproduzem nosso mau desempenho (terceiro em mortes resultantes de confrontos com a PM e sétimo em taxas de homicídios por 100 mil com 29,6), ainda que com alguma recuperação decorrente dos investimentos e aumento de efetivo civil-militar.
Repete-se o que se dava no governo Requião: contestava-se o dado federal, oriundo de ministérios e do IBGE, alegando-se a maior precisão das nossas sondagens, conforme o Delazari, prestimoso em apurar essas respostas. Não se trata de outra questão senão a de natureza estrutural, na ainda defasagem do efetivo distante do existente há duas décadas e meia.
Como depois da tempestade pode vir um furacão, que não seja o Atlético, a STN, Secretaria do Tesouro Nacional, não atendeu os pedidos de Beto Richa para a liberação de seis empréstimos. Está tudo amarrado e o deputado federal Marcelo Almeida acha que não há um viés técnico, mas político na obstrução.
Notícia ruim, hora de reflexão. Menos oba oba, por favor, que já melhora.

Situação endêmica
Não é caso de fulanização, de apurar culpados pela crise. É verdade que o secretário Cid Vasques atuaria mais à vontade se não tivesse a sua própria categoria, o Ministério Público, pegando-lhe no pé. A solução da pendência, independentemente do resultado, não vai melhorar o quadro até aqui endêmico e que é de traço nacional. Enquanto isso o governador dá aulas de gestão pública nos Esteites, ainda que não saiba como furar, pelo menos até aqui, o bloqueio da STN em torno dos gastos com pessoal.

Mau exemplo
A forma como está operando a Rodoferroviária de Curitiba é de lascar: uma família que veio de Tibagi, anteontem, ficou mais de uma hora nas cercanias e em seguida ao desembarque não havia como encontrar táxis com mais de cem interessados na fila. Ao procurar servidores da Urbs para orientação não encontrou nenhum. Se aí houvesse licitação, como se faz com espaços comerciais, a gerenciadora estaria desclassificada. Cartão vermelho.

Vigor
O fato de existir o axioma de que decisão judicial se cumpre não justifica que o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Paulo Salamuni, que afinal promulgou o feriado da Consciência Negra, não conteste institucionalmente o entendimento do TJ que derrubou por 17 votos a cinco a celebração a pedido da Associação Comercial do Paraná. Pode ser inconveniente ao mercado, inconstitucional não.

Folclore
Até os anos setenta havia focos resistentes à entrada de mulher sozinha em restaurantes como o Bar Palácio, o campeão da madruga, ou o bistrô "O Rei das batidas" que rejeitava fêmea ainda que com parceiro. Um dia a jornalista Rosi de Sá Cardoso, à moda das sufragistas, comandou uma operação de coleguinhas das redações e o Ivo Peschera, empertigado bloqueador, teve que flexibilizar ante a invasão do mulherio determinado e barulhento.

Cabos
Prefeitura de Curitiba deu prazo às servidoras de telefonia, internet, TV, para que retirem fios e cabos abandonados na cidade até o dia 11. A partir daí multa.
A Capital lembra com isso o tempo das faixas, uma Vila dos Anzóis.

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