Inveja doentia
É visível que a legislação eleitoral é precária porque tanto a presidente Dilma como o governador Beto Richa, postulantes à reeleição, se dedicam, na maior parte do tempo disponível, à campanha eleitoral. A do governador, sem obras e as existentes submetidas ao sigilo, opta por uma escala menor e mais adequada às dimensões da província andando pelo interior a acariciar crianças, tudo em cima unicamente de sua presença, já que raramente leva algo, dada a escassez financeira, para essas bandas.
Já a presidente, em campanha nacional, abre as burras do cofre para obras que normalmente não saem do papel como a do metrô, agora substancialmente revigorado num pacote de mobilidade urbana para Curitiba superior a R$ 5 bi. Aí o tucanato e aliados partem para a chiadeira irritados com a amabilidade demonstrada ao denunciador do mensalão, agora aliado do PT, Gustavo Fruet, e deixam perceber que se trata de duas coisas: o tamanho da generosidade e a possibilidade de ações como essas nutrirem e viabilizarem a candidatura de Gleisi diante do dado como reeleito Beto Richa.
Quem souber melhor se valer dos fatos recentes - a cornucópia aberta à Grande Curitiba e a discreta concessão ao Estado para ter acesso a empréstimos - irá aproveitar melhor essas benesses. A impressão dominante é a seguinte: se Fruet - e isso de forma hegemônica - comandar a campanha do PT na Grande Curitiba a parada pode endurecer. Se Beto o valorizasse e não privilegiasse Ricardo Barros para o Senado a vaga seria de Fruet e Requião sumiria do mapa.

Derosso
Busca e apreensão em propriedades do João Claudio Derosso mostram que está havendo consequências do seu enquadramento, algo difícil de se dar na Capital em que reinou por mais de 15 anos na Câmara Municipal. Outra exceção foi a condenação de Cassio Taniguchi, duas vezes, a seis meses de cadeia por instância superior, nas quais se tornou beneficiário da prescrição. Cassio é por isso um ficha-suja, afinal condenado por órgão coletivo, mas absolvido por Beto Richa tal qual o Ezequias Moreira, aquele da sogra fantasma.

Fora
Ainda há resíduos de resistência da STN, Secretaria do Tesouro Nacional, ao Paraná como se viu no fato de que foi o único Estado a não ter avalizado os R$ 817 milhões do Proinveste. Mas há sinais de aprovação a seis empréstimos dentro de uma semana. A dureza da situação é visível no fato de que o governo deixou de repassar R$ 595 milhões à Paranaprevidência.

Resistem
Setores da sociedade de Apucarana, inconformados com o aumento do número de vereadores de 11 para 19, estudam meios judiciais de contestação.

Mínimo
Não há o menor sentido de racionalidade o Paraná ter o maior mínimo regional do Brasil pelo fato elementar de não figurar entre as maiores economias. No entanto vai injetar um novo ônus aos empresários da área (muito frágeis na reação) superior a 9%. Cortesia com chapéu alheio explica o absurdo que promove o governo e onera o empresariado.

Folclore
Não apenas a qualidade dos projetos do metrô e mobilidade urbana atuais eram superiores aos da gestão Beto Richa-Luciano Ducci e tanto que para viabilizá-las o governo estadual se safou das amarras da STN para poder associar-se. Beto pegou carona para valer só no novo metrô.

Nhapecami
Fim da tarde de ontem as polícias civil-militar desencadearam nova operação Nhapecami, um teste indireto para eficácia das Unidades Paraná Seguro.

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