Resistência servil
Há a resistência civil, arma extrema da democracia, como a preconizava Thoureau, mas no outro extremo temos a resistência servil, aquela que atua dentro das instituições contra qualquer sinal de mudança. É o que ocorre nessa tensão entre o Ministério Público e a área de segurança com as restrições apontadas contra o Gaeco por Cid Vasquez e o governador, coincidentemente depois do flagrante contra a gangue da polícia civil, vários delegados, que achacava donos de lojas de autopeças. Ao pedido de moderação nas ações seguiu-se o da imposição de um sistema de rodízio entre policiais que servem naquela dependência do MP e a gota transbordou o cálice.
Como no caso da escolha do Fábio Camargo, precedida daqueles arranjos que visavam baixar a asfixia do caixa estadual (acesso a depósitos judiciais), essa é a normalidade por aqui, sob análise externa do CNJ, que tem seus juízos apropriados para avaliar se houve ou não o tráfico de influência. Age bem o governador em tomar posição: defender o seu secretário, a limpidez da eleição de Fábio Camargo e também a da licitação dos ônibus. São realidades assumidas e ora ratificadas. Só que montam um painel nada favorável ao governo na visão dos não amparados por essas decisões.
É o império da resistência servil buscando evitar que o Gaeco e outras forças sociais façam por aqui o que se fez em Londrina ao cassar e prender três prefeitos, afastar vereadores e seguir na punição aos que lesaram o erário. Aqui ao contrário Derosso mandou 15 anos, ao lado do prefeito (Taniguchi, Beto, Ducci) sem que nada fosse apurado, o que só se deu quando o escândalo na comunicação, o vaso sanitário transbordado, ficou visível e cheiroso demais.

Melhorou
A nomeação de 87 defensores públicos indica que a situação financeira melhorou pelo fato de a questão dos gastos com pessoal estar equilibrada. É pelo menos a aparência como se sugere que neste ano não há aumento do pedágio e que no que vem teremos a redução. Diz Pirandelo: assim é se vos parece.

94 leitos
Exemplo da falta de representatividade do governo paranaense (e não é de agora, mas de sempre): vão ser fechados 94 leitos no HC. O HC é o único hospital-escola do País que não tem seus servidores pagos pela União. Vamos lembrar: tivemos três ministros da Educação (Flavio Suplicy de Lacerda, Ney Braga e Euro Brandão) e três da Saúde (Aramis Ataíde, Borges da Silveira e Alceni Guera) e a doentia introspecção nos impediu de agir. Que vergonha!

Enxugando gelo
Segundo Tadeu Veneri a política de austeridade do governo é como enxugar gelo e encaixotar fumaça: de janeiro a outubro Richa economizou R$ 21,7 milhões em exonerações e contabilizou R$ 36,4 milhões em nomeações.

Folclore
Moisés Lupion, governador, fala com um prefeito e lhe pergunta como está a zona, o núcleo geoeconômico, e o burgomestre interpretando as palavras a seu jeito: "estava das melhores, dava pra comparar com a Laura e a Diana de Londrina e o Mosquitinho de Paranaguá, até que um padre e um vereador fizeram campanha contra e daí não houve jeito, a zona fechou. Foi uma tristeza ver a mulherada ir embora".

Axioma
Mesmo quando o Coritiba liderava a série A firmei um conceito: "o time não vale quanto custa!". E agora, convenhamos, muito menos. Como diz Luis Grof é o único time que troca titular por reserva: Leandro Donizetti ano passado e agora Everton Ribeiro, coincidentemente para Minas.

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