Ofensiva total
Além de providenciar junto à base aliada as negociações com acionistas da Sanepar, como se viu ontem, o governo negocia em outros fronts a suavização do seu drama financeiro e a Procuradoria Geral do Estado acumula dois feitos: um no Conselho Nacional de Justiça com liminar permissiva para acesso a depósitos judiciais tributários (aplicável em pagamento de precatórios e Dívida Pública) e outro, anterior, no STF, abrandando os rigores da Secretaria do Tesouro Nacional que impediam ingresso de recursos externos ou da União em função de quebra de paradigmas em convênios.
O dever de casa, que seria cortar os abusos com cargos em comissão, o governo não faz porque isso não compatibiliza com ideia de reeleição. Pior do que isso, no entanto, seria não honrar as três folhas do funcionalismo no fim do ano e a ameaça persiste com a falta de numerário, apesar dos esforços no sentido de redução de dispêndios. Daí a mobilização que tem, no entanto, entraves de percurso como os decorrentes de compromissos ora com professores (no tal "resíduo" de R$ 48 milhões) e os anteriores com guardas de presídio que partem para a greve geral na próxima semana se não forem atendidos.
Não fosse a prodigalidade reinante, agiriam como o governo anterior, no qual o secretário da Fazenda, Eron Arzua, tributarista de nome nacional, tomou a iniciativa de drenar para o caixa, em provisões duodecimais, isso é mensais, a massa do IPVA para que no momento chave não houvesse desespero. E aquele tempo a folha não tinha o peso atual, mensal, de R$ 1,3 bilhão, sem contar que a essa época do ano paga-se muito adiantamento de férias.

Ganhos
Na regularização do serviço de táxis algumas vitórias de Gustavo Fruet como o fato de haver caído o preço das placas a R$ 50 mil, um quarto do vigorante anteriormente. Até agora apenas 30% se recadastraram, mas há prazo por mais dois meses. Há quem reclame de pagar taxa à Urbs.

Nepotismo
Ministério Público de Antonina agindo contra a prefeita e o procurador do município por nomearem parentes.

CNJ
Um dos procedimentos em torno do desembargador Clayton Coutinho de Camargo, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, no Conselho Nacional de Justiça, de traço sigiloso, deve ser levado ao plenário na primeira semana de outubro.

Folclore
A área de turismo municipal está anunciando melhoras nos parques e no Setor Histórico, inclusive acesso a sanitários, o que faz lembrar a cruzada do folclórico Pedro Lauro, cujo sonho era ser vereador e acabou deputado federal do PMDB, em defesa de banheiros, traduzida na imagem radical de uma tesoura, quem sabe uma sutil referência à castração. Com as paranoias de 1964 alguns agentes do regime confundiam a tesoura com a foice e o martelo. Pedro Lauro fazia suas mensagens a giz e as escrevia no meio fio e revelava agudeza de sentido de marketing "é o ideal para um povo cabisbaixo!", o outdoor do tímido e do depressivo. Vá entender de psicanálise na casa do chapéu.

Balanço
Pedagiadas faturaram R$ 805 milhões no primeiro semestre de 2013, 9,7% a mais que em igual período do ano anterior e investiram R$ 193 milhões na malha. Se Beto Richa esclarecesse que tipo de negociação faz com as concessionárias revelaria mais do que pode a tal CPI.

Troco
Requião promete um troco devastador no PMDB estadual, não apenas na fúria verbal mas na argumentação jurídica.

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