Vai piorar
O que parece ruim - arregimentação de policiais em solidariedade ao colega morto em Campo Largo, a continuidade do jogo de braço entre a Segurança e o Gaeco, o acampamento dos guardas de presídio diante do Palácio Iguaçu – deve necessariamente piorar nos próximos dias. No Diário Oficial de 2 de setembro há uma resolução secretarial do Conselho de Gestão Administrativa e Fiscal do Estado estabelecendo rigoroso bloqueio a despesas com pessoal, salvo as nomeações para suprimento de vagas já autorizadas, cujos candidatos cumpriram todas as etapas do concurso, inclusive avaliação médica.
Ora, em 30 de agosto, nas celebrações dos 25 anos das bombas contra professores no Centro Cívico, a APP-Sindicato recebeu a solene promessa do vice-governador e secretário de Educação de que o governo pagaria atrasados da categoria no montante superior a R$ 48 milhões em duas parcelas, a primeira até depois de amanhã e a segunda na folha de setembro. A abrangência do ato do Conselho, assinado pelo secretário Cezar Silvestri, atinge esse tipo de pagamento como alcançaria um no mesmo sentido que beneficiasse os já rebelados guardas de presídio acampados.
Com esses sintomas todos e mais os decorrentes do dia a dia, certamente dá para diagnosticar que tudo vai piorar e muito. Até para aqueles que mantém na face a expressão da euforia, da lua de mel com o poder, acreditando, como os césares, que o império não terá fim, apesar de tudo.

Farpas
No meio das contundências algumas farpas espirituais entre Leonir Batisti, do Gaeco, e Cid Vasques. O fato é que a cultura do Ministério Público da capital, afeita aos ritos da sociedade cartorial, é avessa a essas formas de protagonismo e uma ofensiva mais forte como a havida na quadrilha de delegados sai dos padrões habituais. Ao contrário do que se dava em Londrina onde o Gaeco tornou possível derrubada e prisão de prefeitos, afastamento sistêmico de vereadores. Aqui o império de 15 anos de Derosso na Câmara Municipal de Curitiba e dos escândalos daí resultantes dá bem a medida das coisas. Das ações do Gaeco em Londrina chegamos a uma intervenção da Rede Globo no jornalismo local. Isso é distanciamento do cartorialismo da praça.

Protesto
Greve da polícia civil em função da morte do policial assassinado virou um debate entre os apontados como causa, a pasta da Justiça e da Segurança, aliás aliados do MP. O remédio para o protesto é o pretexto de que reduziram o número de presos em delegacias e há outras medidas em andamento quanto a escoltas de presos. É insuficiente para a descompressão.

Rapidez
A polícia foi rápida na prisão dos seis que teriam participado do atentado à escolta em Campo Largo como fora também na detenção do Gaievski, assessor da ministra Gleisi. No de Tayná anda em areia movediça, cada passo um atoleiro.

Folclore
Em Curitiba a situação anedótica de um bebum que dirigiu um carro alheio como se fosse o dele fez lembrar a do motorista que numa das avenidas para o sul da cidade avista um veículo seu com a sua mulher mas quem o dirigia não era ele.
E precisou de um silogismo para convencer-se: "o motorista não sou eu!". E ao passar a mão na testa sentiu o latejar da protuberância.

Negociação
Oposicionistas acham que se o governador detalhasse os acertos em trâmite com as consorciadas isso dispensaria a continuidade da CPI do Pedágio.

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