Paranoia palaciana
A ânsia da reeleição faz os palacianos entrarem em paranoia: quando da mansão, supostamente protegida, invadida por policiais encapuzados já houve a visão de que se tratava de grupo sindical oposto ao comando e ligado ao PT. Agora o governo está na expectativa, o que se acentuaria no próximo ano, de vários acampamentos sindicais como o ora deflagrado pelos agentes penitenciários que cobram um acordo não cumprido pelo oficialismo de 23% de reajuste quando o pedido original era de 38%.
A explicação de Beto Richa de que não tem espaço em sua agenda para recebê-los vai ser repetida à exaustão, mas a impaciência, que já haviam mostrado com os professores e o pessoal da área da saúde, revela mais do que tic tic nervoso. Como o governador ficará bastante tempo fora em campanha, sindicatos vão ter que usar táticas especiais não apenas para desgastá-lo, mas ainda para ver atendidas as reivindicações, prejudicadas pela crise financeira.

Crise
O acampamento dos agentes presidiários já recebeu a notícia de que o Estado não pode conceder aumentos por ter ultrapassado os limites da Lei Fiscal. Os delegados de polícia, recentemente promovidos, também não viram, ao menos até agora, a cor do reajuste. Dizer por exemplo que há uma bomba, como se deu anteontem, na Secretaria da Fazenda, é pura redundância. Bomba-relógio.

Máscaras
Grupos de "Annonymous" e "Black Bloc" já decidiram que usarão capuzes nas manifestações de sábado. É a Ku-Klux-Klan de burka. À essa época do ano costuma-se fazer invasões em Curitiba. Se tudo vier junto é o caos.

Separação
Está deflagrado o movimento para separar o Corpo de Bombeiros da PM. Apenas Paraná e São Paulo os mantém numa só corporação. Esse autonomismo é pedido em nome da maior capacitação tecnológica e operacional quando se mantidos juntos o "racha" orçamentário dá prevalência à milícia, mais empenhada, por força das circunstâncias, nos conflitos, na prevenção e na repressão. Quem perde é a PM que tem nos bombeiros a sua dimensão mais heróica aos olhos da população.

Folclore
Um argumento extra para os guardas de presídios em seu acampamento: agora há um fator de risco pior do que homens violentos e doentes, deputado preso soa como promiscuidade máxima e reclama-se taxa de insalubridade especial.

Procuradoria
Justamente quando havia um movimento pela recuperação da imagem da PGE, Procuradoria Geral do Estado, há a saída, de forma estranha, do seu chefe, Júlio Cezar Zem, alguns dias depois de um feito na liberação dos entraves que impedem recursos externos e brasileiros ao Paraná. Vai ser substituído por Jozélia Nogueira que já ocupou o posto. Zem teve sua passagem marcada pela aquisição de um hotel cinco estrelas como sede da PGE, um absurdo de mais de R$ 50 milhões numa situação notória de crise. A PGE mantém linha diplomática diante do governo em suas demandas salariais.

CPI
Não é ainda voto majoritário na CPI dos ônibus em Curitiba, mas a Professora Josete defende a tese de que todos os atos praticados durante e depois do leilão seriam nulos de pleno direito pelo notório favorecimento aos consórcios beneficiários. Ocorre que a retaguarda jurídica do cartel, a mesma do pedágio, é fortíssima e até hoje não perdeu parada em nenhum dos fronts.

Pedágio
Convocados pela CPI do pedágio Pepe Richa, procuradores Júlio Zen e Jozélia Nogueira e Sérgio Botto de Lacerda para falar das ações judiciais.

mockup