LUIZ GERALDO MAZZA
Espanto demográfico
Em 2018, conforme projeções do IBGE, o Paraná será o mais populoso do sul com 11 milhões 396 mil 262 habitantes contra 11 milhões 356 mil e 804 gaúchos. E isso se dará devido a uma desvantagem nossa no longo prazo: maior taxa de fecundidade. Pelo menos, tenho certeza, uma pessoa no governo do Paraná está de olho nesses números, o economista Gilmar Mendes Lourenço bem como toda a sua equipe do Ipardes. O Paraná, hoje com 10 milhões 997 mil 465, havia no Censo de 1985 projetado para aquele ano a marca de 10 milhões, só agora atingida, 28 anos depois. A Copel, que além dos poderes que desfrutava, como o de montar os quadros do governo, cuidava de projeção demográfica e ela é que errou e o Ipardes acertou ao cravar 7 milhões e 600 mil.
Um dos poucos espaços em que se mantém a rotina desses estudos e avaliações é essa importante peça da área de planejamento, hoje submetida a um desmanche como se dá literalmente em quase todos os setores.
Gaeco ferve
O Gaeco não se sobrepõe ao Ministério Público, mas se trata de um órgão especial visado pelos políticos corruptos que já pleitearam até em juízo a sua extinção. O conflito entre ele e o secretário de Segurança seria normal e de fácil absorção se o governador não ficasse por fora como se nada tivesse com a questão. Obviamente ao MP cabe conter-lhe eventuais excessos como o de ser um tanto quanto mediático, mas se há protagonismo que se identifica justamente com o momento brasileiro é esse: é mais útil com transbordo do que com a omissão militante do compadrio da terra.
Bodas de prata
Em meio às manifestações sindicais de ontem, celebrou-se os 25 anos das bombas contra os professores. Quem era o secretário de Segurança? Um membro do Ministério Público, hoje desembargador aposentado, Antonio Lopes de Noronha. A carga ficou apenas para o governador de então, Alvaro Dias, que fez de tudo para jogar na PM a responsabilidade pelo evento e que a justiça poética o transformou na vítima do processo. Que fez a PM? Cumpriu o seu dever ao submeter-se aos seus códigos operacionais impedindo o circo que os radicais pretendiam de invadir o Palácio Iguaçu, palhaçada ora frequentemente repetida nas badernas diante de sedes de governo. Só falta que em nome da liberdade pretendam que a polícia, além de desmilitarizar-se, use o fardamento negro dos "Black Bloc". País que permite um deputado preso não ser cassado, o que pretende? Não a volta da caserna, mas o retorno à caverna.
Mistério
Uma questão levantada pelos donos de ônibus: por que a Dataprom cobra R$ 700 mil por seus serviços na área metropolitana integrada e apenas, via Metrocar, 15% disso nos municípios não integrados. Tudo isso é herança das inovações Lerner-Taniguchi, que tem um lado positivo, aquele que nos destaca no País, mas também o obscuro e turvo de beneficiários do parasitismo instalado, tipo Instituto Curitiba de Informática, do qual a cidade é refém. Pra enfrentar essa parada há que ser muito corajoso e determinado.
Folclore
O músico Bientinez teve incursão no teatro infantil: numa peça ele e mais dois meninos cercaram a casa do lobo mau até que um deles, de origem marcadamente polonesa, bateu na janela e advertiu: "Senhor Lobo, abra logo essa porta se não eu "arombo". O teatro veio abaixo com a falta do erre.
Quase igual a do empregado do estádio em Ponta Grossa diante do travessão partido ao meio declarando ao repórter: "em meia hora arumo o sarafo". Outra de erre aspirado.





