E os outros?
A Justiça decidiu manter o bloqueio dos bens do ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Curitiba João Claudio Derosso, de sua ex-companheira Claudia Queiroz e de mais servidores pelos desvios havidos na área de comunicação social. Trata-se de providência cautelar, que ocorre por exceção no País, com o fim de resguardar o patrimônio público e a possível devolução de recursos.
Derosso teve um feudo na Câmara Municipal durante 15 anos abrangendo os governos sequenciais de Cassio Taniguchi e de Beto Richa e por isso os sinais de anomalias em relação ao transporte coletivo e sua licitação já indicando irregularidades dado o açodamento com que foi realizada e mais ainda casos de situações endêmicas como as do ICI, Instituto Curitiba de Informática, do qual a cidade é refém e também da Dataprom que com ela faz dobradinha na operação dos ônibus. Se a Câmara, no caso específico, é um cenário estanque, isso não se dá na dinâmica geral das administração.
Da mesma maneira que se conseguiu provar as patologias na comunicação é possível, desde que haja aprofundamento, ver até onde as raízes dessa relação tão prestimosa aparecem no Executivo.

Betificação
José Serra esteve anteontem em Curitiba e mostrou-se interessado em especial no andamento do processo de beatificação de Zilda Arns Neumann por seu trabalho na Pastoral da Criança. Ficou igualmente impressionado com o caso de betificação (louvor ao Beto) no PMDB que dá ao seu correligionário condições raramente encontradas no País.

Lerner
Jaime Lerner não está numa fase boa: querem convocá-lo para explicar algo espinhoso de sua carreira, a adoção do pedágio nos anéis de integração, numa convocação na CPI recém instalada e que começa a esquentar e ainda por cima foi condenado a restituir R$ 4 milhões aos cofres públicos por atos de sua gestão. Para compensar recebe uma homenagem da Associação Comercial por sua atuação, ao longo do tempo, como prefeito da Capital e governador.

Feiúra
O Coxa contra a Portuguesa estava mais feio do que a camisa usada contra o Vasco da Gama.

Balanço
Como sempre o Tribunal de Contas aprovou o relatório da gestão de Beto Richa de 2012, mas também houve observações curiosas como a do Ministério Público sobre dispêndios em saúde em que ficou bem abaixo da cota constitucional dos 12% e maquiando um gasto de 9%. Como, aliás, se dava com Requião, que usava seus gastos em saneamento para fechar a cota.

Folclore
Puxão de orelha da Aneel na Copel por má gestão da sua subsidiária da Distribuição e a do Ibama na do lançamento de esgotos sem tratamento pela Sanepar na bacia hidrográfica do Iguaçu revelam que até aqueles polos de eficiência do governo estão numa pior. Explicação corrente à cada crítica é a de que se deve tudo ao governo anterior ou à má vontade federal. Curioso é que nunca reconhecem que os ganhos na economia e no social são cumulativos e de ações anteriores.

Letras
Protesto ontem de estudantes da Católica de Curitiba pelo anunciado fechamento do curso de Letras. Nossa época, mais pragmática, se liga muito mais em letras de câmbio.

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