Nada sabiam
As primeiras sentenças contra funcionários legislativos que faziam armações com fantasmas dão a entender que tanto nesse caso recente dos "diários secretos", como no anterior da "Operação Gafanhoto", a Comissão Executiva da Casa era uma espécie de refém de sua Diretoria Geral. Embora o Ministério Público esteja pedindo o enquadramento, meramente civil, da presidência e secretaria soa bem estranho que aí também o argumento clássico de Lula, o de que "nada sabia", prevalece em favor dos dirigentes legislativos.
Essa liberdade operacional concedida a subordinados hierárquicos é próxima do deboche como se o setor administrativo fosse não subordinado e sim colocado em posto elevado aos dirigentes responsáveis, omissão que reclama investigação profunda já que vai muito além da desídia pelos delitos ali cometidos. Aliás no caso da "Operação Gafanhoto" também operações semelhantes com indicadores fiscais e pessoais de gente humilde foram usados para desvios de recursos. Houve até o caso espantoso de um trabalhador da Palmeira que teve negado um pedido de inclusão num programa de casas populares por causa de sua renda elevada que decorria justamente das manipulações e atestada, imaginem a barbárie, por informes da Receita Federal. Deputados nada sabiam: se em vez de desvio de dinheiro houvesse também assassinatos essa versão prevaleceria?

Terceiro setor
Quando afinal se fará uma radiografia das entidades do terceiro setor volta e meia envolvidas em "trutas" como essa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná? A liberdade de Oscips (o caso de Londrina com instituições que atuavam na área da saúde é paradigmático) e de Ongs como as que transferem dinheiro público a movimentos sociais está a exigir avaliação em profundidade para conter os abusos. Essa substituição do estatal pelo privado nem sempre significa flexibilidade para o bem. Ficou nas calendas, em função de referências episódicas, a ideia de uma CPI nacional para o tema.

Feirantes
Prefeitura da Capital cuida de recadastrar os operadores da feirinha do Largo da Ordem. Há constantes denúncias de pagamento de proteção (segurança) a um grupo de protegidos.

Devassa
Há condições pela primeira vez de uma devassa no pacto Urbs-cartel dos ônibus como se viu ontem com a ida de vereadores da CPI na área fazendária para ver se os consórcios pagam seus tributos. A Urbs costuma aplicar a tarifa técnica para cobrar a taxa de gerenciamento (4%) como se faz também com o ISS (2%).
Indícios de sonegação foram detectados na auditoria até agora.

Folclore
No processo judicial sobre pedágio (a praça da BR-476), maliciosamente Lerner indicou Requião como testemunha. Ocorre que Lerner havia liberado a estrada e Requião, seu sucessor, iniciou a cobrança, por sinal que pressionado pelo seu correligionário, Paulo Furiati, então prefeito da Lapa.

Crise
Encontro de gestores de abrigos assistenciais se queixaram ontem em manifesto na Praça Santos Andrade da ausência de políticas públicas no setor.

Desmanches
Um pouquinho mais de pressão e se descobre, como ocorreu em União da Vitória ontem, mais desmanches de veículos no Paraná.

mockup