Mais ruptura
Incidentes de anteontem no Rio de Janeiro diante da casa do governador Sergio Cabral podem se tornar corriqueiros no Brasil e até ameaçar no futuro a Copa do Mundo, como tanto teme a Fifa e o senhor Blater que faz reflexões inúteis sobre um possível erro na escolha da sede no País, mas também o momento presente com a Jornada Mundial da Juventude e a presença do papa. Como ninguém gosta de optar pela "pedagogia" da repressão para não parecer saudoso do regime militar é perceptível que num determinado momento não haverá alternativa que não à da dissuasão tão ou mais forte que o vandalismo praticado.
A região do Centro Cívico em Curitiba ainda guarda sinais fortes dos atos de violência de junho especialmente na prefeitura com tapumes ocultando a quebra sistemática de vidraças. É verdade que o governo descobriu em tempo que pode usar, junto ao público jovem, as redes sociais também com o que vem chamando de "participatório", um tom religioso como consistório, jaculatório. Aliás o domínio de um espaço que não é de ninguém pode ter o oficialismo (é claro com uma revisão radical de linguagem) como seu usuário, por que não?
É uma adesão à anarquia, nem sempre benfazeja da internet, menos perniciosa, porém, do que a ritualística de todo dia.

Vida selvagem
Enquanto ocorre a morte de antílopes no zoológico de Curitiba, e que passa por investigação, são cada vez mais evidentes, na capital como no interior, os sinais de vida selvagem. Em duas semanas, no retorno de pescarias, vimos um casal de jacus na Serra de São Luis do Purunã e um exemplar adulto de veado nas cercanias de Tijucas do Sul, na volta do litoral catarinense.

Bufoneria
Somos campeões de bufoneria: na Câmara de Curitiba a torta no rosto do técnico da Urbs e no Legislativo estadual a ridícula disputa sobre a posse do gabinete do deputado Fábio Camargo. A fama de austero de Valdir Rossoni foi colocada em xeque depois que Plauto Guimarães comparou a ação de funcionários se valendo da escuridão para invadir o gabinete em disputa às práticas do Toca, homem de segurança de Nelson Justus, do abominado período sub judice.
O normal lá é esse retrocesso, pena que seja mais longo do que o recesso.

Brilho
De repente, no meio das faixas e cartazes de cartolina da multidão em fúria, o intelectualismo pernóstico em cena "Renan é um Tartufo", "Sarney um Macbeth tardio" de Sergio Cabral "estou com o pai e não abro".

Folclore
Na campanha de 1982, disputada por José Richa e Saul Raiz, um outdoor do PDS sugeriu o seu candidato e a hipótese, fora dele, de "um salto no escuro". Institucionais da Copel, lembro bem, davam respaldo à metáfora e havia um deles em que o cidadão ensaboado no chuveiro via faltar energia. A oposição "tirou a expressão ou" e ficou assim "Saul Raiz, um salto no escuro".
É dessa época para cá que o Paraná perdeu dinamismo, e isso na claridade meridiana de todo o dia. Os dois vieram do neysmo: Saul era um Ney Braga com a voz do Rivelino ou do Pato Donald e Richa o "turco lento" que viveu boa parte da vida em contenda com o "truculento" Requião. Trocadilhos meus, amáveis e bem-intencionados.

Reflexão
Tudo bem a tortura é terrível e necessário puni-la e com forte base de prova. Mas e quanto à morte de Tayná o que evoluiu nas investigações?

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