Frouxidão nossa
Mas se há uma coisa em que somos fracos é justamente na política. Ao constatarmos que não tivemos uma só unidade universitária federalizada (se tal ocorresse nossos dispêndios com pessoal cairiam pelo menos 10% e sairíamos dos bloqueios, especialmente aquele da Lei de Responsabilidade Fiscal) em contraste com os gaúchos que passaram todas à União, aos mineiros e a tantos outros, damos a impressão de que os ministros paranaenses temem passar por suburbanos e demasiado regionalistas cuidando apenas das coisas nacionais. Querem uma prova, além dessa das universidades? O Hospital de Clínicas é único estabelecimento escola que paga o salário do seu pessoal, o que é feito pelo Ministério da Educação no caso dos demais.
Vamos refletir sobre Ney Braga, o mais agudo de todos os que foram ministros: é possível que a austeridade do presidente Geisel o tenha inibido em pleitear algo em favor da aldeia e justamente numa época em que o Estado cedia terras férteis para a construção de usinas hidrelétricas em nossa bacia hidrográfica ao longo do Paraná, Paranapanema, Iguaçu. A mesma atoarda de hoje, a da nossa contribuição em divisas sem reciprocidade, já era entoada aquele tempo.
Dá a impressão que os atuais ministros paranaenses para se mostrarem mais nacionais, brasileiros, do que paranaenses nos condenarão à frustração. É incrível que a suposta candidata à sucessão governamental, ministra Gleisi Hoffmann, não perceba que se tudo continuar como está por mais um ano não terá o que gerir por aqui, a não ser que pretenda o salvacionismo de tirar-nos do abismo. O que, convenhamos, pode ser tarde demais, sem perspectiva, sem esperança.

Bloqueio
Movimento pela duplicação da estrada dos minérios fechou a via. Ruim para os motéis de lá, bons para os da BR-277 e de Santa Felicidade. Por sinal que os acertos para essa duplicação estão sendo finalizados pelo governo, segundo o Chefe da Casa Civil, Reinhold Stephanes, em acordo com a cimenteira que se ocuparia da obra e teria compensação em tributos.

Mistério
Enquanto as taxas de retorno em favor das pedagiadas chega a 19%, o que num país civilizado seria inaceitável, as permissionárias de ônibus da capital alegam que têm retorno zero e permanecem no sistema ao confiarem em que as regras contratuais e legais seriam respeitadas, o que é discutido em várias ações judiciais, por desobediência do poder concedente.

Descomplicando
A simplificação na concessão de alvarás para obras imobiliárias soa estranha num momento em que arquitetos e urbanistas independentes acusam a prefeitura da capital de todas as facilidades que rompem a política de usos de solos e favorecem o adensamento das edificações.

Folclore
João Turim, escultor mítico do Paraná, é autor da peça que retrata um padre franciscano e que será um dos presentes presidenciais ao papa. Consta que Turim usava como modelos as onças do Passeio Público e que as chamava de "mijonas" porque o teriam atingido mais de uma vez.

Metrô
A impressão que se tem é que o metrô é hoje o que foram as fontes luminosas em passado não muito remoto na perspectiva das capitais.

Modal
Por sinal que novo modal eletrônico voltou à ordem do dia: o VLT, Veículo Leve sobre Trilhos. Numa das gestões de Lerner foi levantada a hipótese que deve estar na bienal de maquetes do IPPUC.

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