Pesquisas neurotizantes
Mesmo pesquisas antigas - e sabe-se que elas são o ''flash'' de um momento - fazem mal aos nervosos: foi o que aconteceu com a do Instituto Souza Lopes de semanas atrás ao ser publicada, detalhadamente, no último número da revista ''Ideias''. Embora um número favorável - o da espontânea em que Beto Richa faz 13 pontos contra 5 de Gleisi Hoffmann e de Requião - a reprodução dos demais quadros irritou o Palácio Iguaçu por mostrar a situação crítica do governo na estimulada com a reeleição do governador severamente ameaçada. Ocorre que nela Beto faz 30 contra 25 de Gleisi e 14 de Requião e que o situacionismo não absorveu nem no momento da publicação e muito menos agora quando a crise nas finanças se mostra cada vez mais evidente e como um nó difícil de desatar.
Há detalhes curiosos como o da existência de 25% de pesquisados entendendo que o governo está ruim (13%) e péssimo (12%) e que 41% desaprovam a maneira de governar de Beto Richa. A pesquisa é referente a Curitiba e documenta o estado de espírito de um eleitorado que derrotou na Capital o candidato do governador e negando-lhe a passagem ao segundo turno. O eleitorado parece exigente até porque se considera muito satisfeito (12%) e satisfeito (71%) e tanto que Fruet tem a desaprovação de 24% e sua gestão é vista como boa (37%) e regular (24%) e como ruim (9%) e péssima (7%).
Não haverá surpresa se aparecer uma pesquisa diametralmente oposta porque o governo atual depende delas para justificar o desempenho medíocre e o ataque ao governo federal como desculpa das mais primárias.

Inocuidade
A intervenção no Diretório Municipal do PMDB em Curitiba é prova do nível de capachismo da ala anti-Requião do partido. Apesar de todos os males que causou ao Paraná nos seus três governos, o senador ainda é a única referência em densidade eleitoral. Beto Richa, ao privilegiar a eleição de Ricardo Barros como sua máxima prioridade, contribuiu para que faltassem os votos que poderiam favorecer Gustavo Fruet e tirar Requião do cenário político por um período longo. A vitória mínima do senador o manteve na crista da onda e os esforços para cerceá-lo resultarão inócuos se o Diretório Nacional examinar a questão da intervenção no Diretório Municipal pelo peso diferencial entre lideranças e o sabujismo de ocasião.

Rombo
A greve do pessoal da área de saúde em postos e hospitais é indicador dos problemas futuros do governo: já não tem o que ceder, além do reajuste da data-base. Como não avança nas negociações com a Secretaria do Tesouro há a ameaça, de repente, de não poder honrar as folhas de pagamento atuais, já bastante infladas. Não está recolhendo a parte devida da ParanaPrevidência que lhe cabe e muito menos a do servidor, o rombo tende a aumentar.

Vidraça
Outro dia foi a invasão do Instituto Lula, agora a do PT paranaense. De pedra à vidraça: pimenta nos olhos alheios é refresco, explica o sábio.

Folclore
O PMDB é bivalente e também ambivalente. Melhor que unicovarde, alega.

Mestres
Professores, depois de mais uma cena do autoproclamado Professor Galdino na Câmara Municipal, andam preocupados com a imagem da categoria e perguntam em que colégio ou grupo ele dá aulas.

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