LUIZ GERALDO MAZZA
Bem no ''ranking''
O Paraná tem aparecido com destaque nos ''rankings'' negativos do Brasil: na segurança, isso é na falta dela e na elevada taxa de violência, oscila entre o quarto e quinto lugares; também não é um exemplo de eficiência nas avaliações do ensino médio e superior e muito menos na dos gastos públicos. Embora a grita mais recente dê a impressão que leva medalha, de bronze pelo menos, o fato é que apesar de ser tão displicente quanto outras unidades federativas, tem um lugar discreto entre as que burlam a Lei de Responsabilidade Fiscal. Aparece em nono lugar numa lista encabeçada por Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o que não é motivo de orgulho, mas também não justificando autoflagelação pela consciência do pecado. O argumento acomodatício de que age como a maioria não elide a franca irresponsabilidade com que a questão é tratada quer pela inconsistência das alegações e pela aberta prodigalidade, visível no número de secretarias e no abuso com os cargos em comissão.
A utilização emergencial do Caixa Único, admissível até porque o exemplo maior vem da União, não vai mudar coisa alguma porque o governo é condicionado por uma cultura oposta a qualquer sentido de austeridade e persistirá nessa compulsão de nomear e fazer concessões a particulares como aquele circo de esbulho patrimonial denominado ''Tudo Aqui''. Já a pretensão de botar a mão nos depósitos judiciais enfrentará resistências da OAB com a reclamação no Conselho Nacional de Justiça contra o ato do presidente do TJ que colocaria esses recursos à livre disposição do governo.
Modelo
Já fomos em passado recente um modelo de gestão financeira como quando Jaime Prosdocimo operava em consonância com a área de planejamento ou ainda durante a gestão de Edson Neves Guimarães isso para não falar do período de Ney-Paulo Pimentel quando o equilíbrio era a marca da atuação estatal. Do PMDB para cá, revezando ou não com o PSDB, tudo piorou. Na gestão Lerner o secretário da Fazenda acumulava a presidência da Copel, o que é bem mais do que o CU, tão zombado por Requião, do Caixa Único.
Mobilizar energia
O pingue pongue entre governo estadual e federal (o primeiro dizendo-se perseguido e o outro afirmando que o adversário não tem projetos) é pobre, intelectualmente falando, e imobilizante. O almoço do governador com a bancada federal é sinal de ativismo, desde que persistente, e com definição clara de objetivos. Primeira meta seria destravar empréstimos. Não é tudo, porém é um respiradouro na área federal como o Caixa Único o é na estadual.
Elogio inútil
A presidente da República elogiou a criação da caxirola para a Copa do Mundo e agora o Ministério do Esporte a proibiu na Copa das Confederações.
Folclore
Nepotismo é também uma forma de despotismo. É claro que no passado se chamou um certo despotismo de ''esclarecido'' como Requião afirmava ser o do seu governo. A designação no Tribunal de Contas às vezes tem essa conotação até para os postulantes mais fortes e basta analisá-la em profundidade.
Balancê
Prestidigitação é algo como o balanço financeiro do quadrimestre de hoje. Falta grana até para pagar o funcionalismo, essa é que é a verdade.
Terrorismo
Fechamento de quadras para os jogos da Copa são de tal monta que ameaçam o acesso a hospitais como o Pequeno Príncipe.





