Que fazer?
A situação financeira do governo é crítica e não há mais como contorná-la, daí a derradeira acrobacia: a unificação das contas num só caixa como uma espécie de abracadabra para resolver, de vez, o impasse. O pior é que a crise se dá quando o secretário Luiz Carlos Hauly, da Fazenda, admite que aumentou em 28% a arrecadação tributária, mas na mão contrária as despesas públicas se elevaram em progressão geométrica, o que prova que os deveres de casa não são levados a sério e a choradeira de uma ação espoliativa da União procede apenas em parte.
Ainda ontem a manchete desta FOLHA revelou que ao contrário do governo o Paraná vai bem: teve no trimestre deste ano, confrontado com o último do ano passado, um crescimento do PIB superior ao da média nacional, com 2,4%, enquanto o do país ficou em 1%, conforme estimativa do Itaú Unibanco. Ora isso combina com a referência ao aumento da arrecadação na qual o Paraná aparece em terceiro do país e no primeiro lugar como percentual..
Na argumentação de Hauly há uma candente análise do nosso federalismo com a União massacrando Estados e Municípios, todos e não apenas o Paraná, vítimas desse tipo de distorção. O que é indefensável no Estado é a prodigalidade, gastos absurdos como o da compra de prédio para o Judiciário e para a Procuradoria Geral e atendimento de todas as suas demandas como a de mais de 500 cargos em comissão e isso também se dando no Executivo. Austeridade não rima com período pré-eleitoral, essa a grave questão.

Pessuti levou
Por 15 votos a 8 o Tribunal de Justiça devolveu ao ex-governador Orlando Pessuti o direito à aposentadoria vitalícia. Como as outras podem reverter é mais um erro de cálculo das ações político-administrativas do governo.

Lembrando Schrappe
A manifestação da Fiep sobre os abusos do pedágio reinaugura algo que só raramente se dá no Paraná: postura crítica diante do governo. Pelo menos a Associação Comercial teve dois dirigentes, Oscar Schrappe Sobrinho e Carlos Alberto Pereira de Oliveira, que mantinham marcação cerrada, o primeiro sobre Lupion e o outro por todas as gestões do PMDB em diante, às vezes com exagero como quando identificou sete comunistas na administração José Richa. Salutar que tenhamos um mínimo de independência, mesmo com transbordamento.

Ciclomania
Nas imediações da Rodoferroviária (Mariano Torres-Afonso Camargo) pintou um semáforo exclusivo para ciclistas. Dá pedal para Fruet.

Folclore
Quadrinhas eram encomendadas pela Brahma a Emílio de Menezes e poetas da época. Numa delas homenageou Joaquim Manoel de Macedo em epitáfio: ''Nesta data morreu nosso Macedo,// Autor do Moço Loiro e Moreninha.// Quando o releio penso assim em segredo:// Um chope loiro e um copo da Negrinha''//.

Contestado
Enquanto o cineasta Manaus prepara longa metragem sobre o Contestado, o IHGP, Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, faz estudo analítico sobre como os governantes, a partir de Zacarias de Goes e Vasconcellos, se comportaram ante os problemas de divisas e limites. Alguns persistem como o de São Paulo na Serra do Mar e que o Laudo de Epitácio Pessoa não resolveu.

Hezbollah
Suspeita-se que um libanês preso seja membro do Hezbollah. Dá para lembrar de lendas urbanas como aquela do Che Guevara em Curitiba.

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