Governo viajando
Justamente hoje e amanhã dois dos personagens principais da política estadual viajam ao exterior: Beto Richa vai a Paris-Croácia-Rússia em missão comercial e diplomática; Gustavo Fruet dirige-se ao Japão para conhecer projetos de mobilidade urbana, o que bastou para que nas redes sociais se insinuasse que iria a Yokoama para ver uma competição de ''magrelas'', sua obsessão por esse modal barato e ecológico do transporte.
Requião também viajava muito e se recusava a atender o chato de plantão, que agora é o Tadeu Veneri, que fazia pedidos de informação sobre os supostos objetivos da missão. Agora tanto Beto como Fruet contam com armada suficiente para impedir curiosidades, além da visão oficial, chapa-branca. Esse é um problema grave da nossa forma de ver a democracia, embora tenhamos hoje uma lei, a do portal da transparência, que obriga a autoridade a responder todas as interpelações do público.

Copel deficiente
Há alarme na pequena cidade de Figueira: o receio de que fechem de vez, por falta de modernização, a sua usina termelétrica, hoje terceirizada, desde 1977, para operação e manutenção, pela Companhia Carbonífera de Cambui. É como se anunciasse em São Mateus do Sul que a Usina do Xisto da Petrobras iria deixar de operar.
Mas em Figueira o impacto de tal notícia negativa teria efeitos devastadores por ser a maior fonte de renda e emprego da cidade e o anúncio da Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, de que todas termelétricas do país sejam modernizadas até 2015 preocupou o prefeito Valdir Garcia diante do fato de que a Copel não tem revelado interesse no tema.
Logo depois do ''choque do petróleo'' a Copel se transformou em Companhia de Energia e portanto aberta a outras explorações como a eólica, visível nos campos de Palmas, em traço experimental, e a termelétrica de Araucária em convênio com a Petrobras, na qual Requião viu conspiração internacional da empresa El Paso e anunciou, bem ao seu estilo, que ela explodiria.
O fato é que todas as circunstâncias, inclusive o caso específico da Usina de Figueira, evidenciam que a Copel não parece interessada em desenvolver outras alternativas fora da hidroeletricidade, seu forte. Isso não impediu que o governo fizesse acordos de fornecimento de térmicas do exterior e quase houve uma chilena que pretendeu instalar-se em Paranaguá e acabou hostilizada por ambientalistas, temendo a ''chuva ácida''.
A Copel alega que tem procurado alterar a planta da Usina de Figueira, mas não tem obtido autorização.

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