Imagens em xeque
A exibição nacional ontem da Polícia Civil com a espetacularização de prisões de norte a sul para mostrar eficiência na disputa de prerrogativas com o Ministério Público nada tem de razoável e muito menos resolve o problema básico de imagem institucional na qual ela perde, junto à opinião pública, no confronto. Estatisticamente é mais fácil haver desvios na polícia do que no MP até porque sua subordinação é notória aos políticos. Isso não significa que não deva reagir, pois se trata de revigorar o sentido da investigação criminal em seu âmbito de competência e de apurar a exegese do papel institucional de ambos.
Não dá para comparar o que a Polícia Federal faz em relação à sua finalidade com o papel menor da organização estadual, esta sujeita a normas flexíveis e não rígidas e hierarquizadas como as pertinentes à outra e quase sempre jogando com o Executivo. Se há divergências deve-se considerar também os pontos de convergência, um dos quais expresso no Gaeco, em que é notória a interatividade das duas organizações.
Na analogia da imagem obviamente a polícia leva uma lavada até porque é com ela ou a PM com quem os cidadãos diariamente conflitam, buscando o amparo que não tem ou trombando numa abordagem.

Estocagem
Estocagem, seja em que nome for exercida, de delitos a punir e apreensões de materiais e prisões para efeito de espetáculo, infringe uma regra bem clara: a da prevaricação.

Cotidiano
Um atrito do cotidiano entre uma cobradora de ônibus e um passageiro que reclamou contra uma arriscada manobra do motorista tomou conta das redes sociais e ganhou uma telenovela no Youtube. Ambos se perderam com uma visão de poder pessoal: o passageiro se achando o móvel da indignação dos usuários e ela se acreditando mais do que representa ao dizer que se irrita com pobre que anda de transporte coletivo. É o roto rindo do remendado, pois devem ser da mesma classe social. A falta de noção do outro, de alteridade, é o fundo dessa luta sem classe.

Taxis
Fruet anunciou ontem que bota, este ano, mais 300 taxis em Curitiba.

Folclore
Ontem não deu para atender o apelo de Camila Pitanga de ir pra Caixa você também, pois o sistema eletrônico ficou quase três horas fora do ar, o que não impediu que ela e o Raí continuassem nos convocando: vem!

Minueto
Parecia um box entre Beto Richa e Gustavo Fruet a discussão em torno do subsídio ao transporte metropolitano e pelo jeito terminou em minueto com o governador prometendo R$ 40 milhões para o convênio com a Urbs.

Violência
Segundo o governo o índice de violência na Capital caiu mais de 40%. Resta ver as estatísticas do Ministério da Saúde, mais criteriosas e sabidamente menos promocionais.

Teoria
Por incrível que pareça o governo tem razoável retaguarda técnica e deveria explorar esse conhecimento através de sessões da ''escolinha'', agora sem finalidade de proselitismo como fazia Requião. A restauração do Pladep do tempo de Lupion que brilhava diante de comitivas da Escola Superior de Guerra ou do Estado Maior do Exército. Quando não há praxis, haja teoria.

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