Vigilância interna
Precárias são as evidências de vigilância interna, via corregedorias, como se noticiou ontem a prisão de policiais que operavam no tráfico de drogas. Não é o normal como de resto ficou explícito em ação de envergadura da Polícia Federal que pegou a quadrilha do contrabando, comandada pelo assessor parlamentar, ou ainda na prisão do delegado de polícia de Rio Negro, por ação do Gaeco, com os jogos proibidos. Surpreende também a notícia de que no ano passado 23 policiais foram demitidos por ações da Corregedoria.
Há corregedorias em todos os poderes como o Judiciário que procuram agora com o funcionamento do Conselho Nacional de Justiça se tornarem mais eficientes. O normal, no entanto, persiste: as ações externas - polícia e justiça federais, Receita Federal, Tribunal de Contas da União - são as dominantes detectando desvios. Ainda recentemente o CNJ esteve por aqui em correição e o balanço reafirmou os dados anteriores de deficiência no desempenho do Judiciário. Isso jamais ocorreria aqui por ações internas, embora uma das críticas ao CNJ foi a de que as corregedorias locais seriam um filtro que sabidamente não funcionam e se o fizessem, por causa da ''cultura'' estabelecida, seriam um espanto. Há ainda a não divulgação de correições, que se tem o propósito de não levar os indiciados à execração, não atendem uma justa demanda da sociedade de sentir-se autoprotegida em instituições atuantes.

Feriados
Certa a posição das associações comerciais contra excesso de feriados como os que haverão com jogos do Brasil na Copa do Mundo e que poderiam ser extensivos aqueles que ocorreriam em Curitiba. A ACP deixou claro que se isso ocorresse teríamos na Capital onze feriados em trinta dias. Mesmo casos sensíveis como a da data da ''consciência negra'' precisam passar por rigorosa reflexão, ainda que irritem movimentos sociais e a legião dos ociosos.

Mensalão
Talvez até Zé Dirceu tenha razão em não querer que o presidente do STF acumule função de relator, mas pretender ''escalar'' seus julgadores, como ironiza Alvaro Dias, é exagerar: afinal quem designou os beneficiários do mensalão, do governo aos partidos e parlamentares, teria sido ele. Ao menos é o que consta dos autos.

Recuo
O recuo de Beto Richa no caso do subsídio ao transporte coletivo é meritório, além de oportuno, politica e administrativamente falando. Uma das ideias é levar o subsídio ao Caixa da Comec, pois devem desconfiar da Urbs que tanto os serviu nos gloriosos anos.

Folclore
Assim Emílio de Menezes retratou um dos seus futuros confrades da Academia Brasileira de Letras, Oliveira Lima: ''Não existe exemplar na atualidade// de corpo tal e de ambição tamanha,// Nem para intriga igual habilidade.// Eis, em resumo, essa figura estranha:// Tem mil léguas quadradas de vaidade// por milímetro cúbico de banha!''//

Engordamento
No disparo o projeto de engordamento da praia de Matinhos (os nichos de areia já estão apontados) que será precedida das operações de saneamento com o máximo de ligação de domicílios à rede coletora de esgotos. Até o fim do atual governo se conhecerá o estudo sobre o porto de Pontal do Paraná.

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