LUIZ GERALDO MAZZA
Segundo turno
Pesquisas, que até outro dia, davam liderança folgada a Beto Richa nas intenções de votos para 2014, apontam crescimento da oposição e indicação de segundo turno por esta, somando votos, contabilizar mais preferências do que as atribuídas ao governador. Claro que há um dispositivo montado para blindar o governo: a mobilização dos deputados do PMDB adesistas; a aproximação, indispensável e até salvacionista, com o senador Alvaro Dias que poderia levar a quebra da chapa oposicionista com o isolamento de Osmar Dias.
Nas simulações da Paraná Pesquisa Beto faria 40.6, Gleisi 28.2 e Requião 19.7, o que determinaria segundo turno, tal qual a eleição em Curitiba e Londrina que o governo perdeu. O cenário da eleição curitibana se repete: o candidato oficial aposta numa saturação de última hora em obras (e estão aí anunciadas duplicações da rodovia dos minérios, da ligação Ponta Grossa-Apucarana), isso sem falar em novos acertos com pedagiadas e concessões como a do ''Tudo Aqui'' com todo jeitão de chuncho de forte significado assistencial.
Como o sinal verde soou na quadra financeira, o governo quer parcelar ganho de servidor público o que significará um embate nada desprezível se nele se envolver o professorado, o setor mais articulado. Se a oposição não limitar-se a Tadeu Veneri, mesmo numericamente frágil, poderá criar embaraços terríveis: a comparação com a prodigalidade praticada na Capital para eleger na marra um postulante sem carisma (o de Beto é forte, mas escasso para dois) pode ser fatal se devidamente massificada e projetando a herança financeira que pesará em 2015. Há ainda o caso do subsídio ao transporte metropolitano.
Enquando não se definirem as candidaturas tudo não passará de especulação ainda que com o respaldo da aparente racionalidade das pesquisas, se é que se pode, a essa altura, levá-las a sério.
Gaeco
O Gaeco, que sucedeu a PIC, Procuradoria de Investigações Criminais, é ponto de convergência entre polícia e MP. Pegaram agora um delegado de Rio Negro. Ninguém esquece do ataque à bomba na PIC.
Matemágica
Dieese insiste que o mínimo deveria ser de R$ 2.824 e não de R$ 800: esquece que a cesta básica de Getúlio Vargas operou num cenário em que 80% da população estavam no campo. O ''avanço'' da CLT chegava a 20%.
Solidários
Tínhamos educadores de rua e agora chegamos aos consultórios médicos e psicológicos de calçada: em 4 meses 9 mil atendimentos. Humanizemo-nos. É o que se pode fazer quando o governo deserta.
Folclore
O Coritiba tem tanto funcionário que lembra uma estatal. A dívida superior a R$ 100 milhões ajuda a consolidar essa imagem. Afinal se o Paraná tem 300 empregados, como a última crise revelou, tudo se justifica.
Livre atirador
Da mesma forma que ''livre atirador'' em relação ao Diretório Regional do PSDB, Alvaro Dias tem a preferência de 63% da pesquisa para o Senado, Requião no PMDB també exerce papel igual e de repente, mesmo derrotado, é um puxador de votos na eleição proporcional e mais conveniente estatisticamente.
Saneamento
Governador quer uma renegociação geral das dívidas do Banestado, espécie de saneamento 2 como tivemos Tubarão 2 e até três e Titanic 2. CCJ carimbou.





