Prêmio por omissão
No Paraná a discussão nacional em torno da PEC 37, aquela que exclui o MP da investigação criminal e atribui todos os encargos à Polícia Civil, não tem sentido pela simples evidência de que um e outro em relação por exemplo ao Poder Executivo são omissos de forma sistêmica. Isso não afeta a importância do debate em torno de encargos e prerrogativas indispensáveis ao ordenamento constitucional.
Aqui o Ministério Público, o estadual é claro, como a Polícia Civil em termos concretos nada fazem relativamente à cobrança de probidade, notadamente naquilo que ocorre na Capital no coração do poder. Já no interior é visível a desenvoltura de órgãos como o Gaeco, onde há interatividade das instituições em aparente conflito, na punição exemplar de prefeitos e vereadores bem como de gestores públicos. Não consta que no escândalo de maior impacto na Câmara Municipal de Curitiba e na Assembleia Legislativa tenham por esponte própria tomado iniciativas, mas tão somente quando os fatos estavam consolidados nos meios de comunicação. É evidente que consumada a denúncia em reportagens candentes não haveria outra alternativa como se deu na questão dos diários secretos do Legislativo e nos escândalos das ações de Derosso na Câmara de Curitiba. É tão rara a presença da polícia e do MP que um dos poucos casos clássicos é o do ex-vereador Aparecido Custódio que pegou uns dias de cana, custodiado enfim, que praticava algo comum na vida parlamentar: ficar com parte da grana dos respectivos assessores.
Exclua-se de qualquer análise o papel que MP e PF exercem nacionalmente e que funcionam, inclusive quando agem aqui.

A ''mansão''
Fato recente foi a invasão da mansão de lenocínio e jogos, protegida pelo sistema, por policiais encapuzados e que obviamente mostrou a ausência de pulso do governo. De forma irônica quem está agindo em defesa da ordem pública é o MP que enquadrou os policiais rebelados. Outra prova de frouxidão a falta de proteção ao repórter Mauri Konig que documentou pequenos desvios da polícia com o uso de viaturas para levar crianças à escola, a empregada ao mercado e até a prosaica ida de um delegado a um bordel e não consta que tenha sido feita qualquer apuração, embora um dos denunciados ganhasse promoção sem que se considerasse a tal infração. O governador deixou tudo passar como se a normalidade fosse essa e, convenhamos, é sempre assim.

Subsídio
O tempo urge e ruge: dia 7 de maio a data final do subsídio ao transporte coletivo e fundamental à integração metropolitana de Curitiba. Beto Richa, que se prevaleceu em sua passagem pela prefeitura e reeleição do congelamento tarifário, pretende uma disputa de ''braço de ferro'' com Fruet. Hoje, pela manhã, sai reunião Urbs-Comec para tratar do tema: se houver a desintegração será o caos e algo pior do que as bombas nos professores de Alvaro Dias para Beto Richa.

Pedagiômetro
Na Fiep se analisa a hipótese de ela assumir o pedagiômetro como a ACP, Associação Comercial do Paraná, o faz com registros da inflação. Seria uma quebra da cordialidade normalmente praticada junto ao governo, mas uma prova de que como os impostos o pedágio é abusivo.

Folclore
Tanta divulgação da ''vinada cultural'' do Passeio Público que houve mais gente do que sanduíche: organizadores subestimaram o apoio do público.

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