Desmanche institucional
Não é, fique bem claro, culpa do governo atual: o fato é que o setor público do Paraná foi submetido a um desmanche. Talvez esteja aí a causa relevante da vantagem que gaúchos e catarinenses levam em relação ao Paraná em termos de investimentos do governo federal. Não consta que tenham permitido naquelas unidades federativas o processo de desagregação aqui ocorrido com praticamente o desaparecimento de instituições modelares como o DER que deveria crescer e não atrofiar-se com a implantação do pedágio.
Alguns dos nossos melhores quadros se originaram do Badep e não temos hoje o padrão de décadas atrás nos estafes da educação, da ação social e, sobretudo, na segurança. A perda de pique em obras, que tiveram seu auge de 1960 a 1980, correspondeu a uma perda de massa cinzenta nos quadros de assessoria superior e estratégica. Maior prova disso tudo é a circunstância de a figura mais credenciada do governo atual, Reinhold Stephanes, ser da época referida em que por suas qualificações paranaenses ocupavam postos ministeriais, Banco do Brasil, Banco da Habitação, Planejamento, Caixa Econômica Federal.
O fazer, o realizar, o empreender é que cria clima para massa cinzenta.

A imagem
A medicina como instituição foi colocada muito mal como os desdobramentos da ação policial na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, já atingido moral e financeiramente por sua crise interna desagregadora com as sucessivas greves de médicos e funcionários por não receberem seus salários. Na sequência do ato judicial com a prisão de médicos e enfermeiros seguiu-se a intervenção do grupo ministerial encarregado de apurar as condições de funcionamento de todas as UTIs e que reafirmou a existência de indícios em mais de vinte casos, além dos arrolados, de precipitação da morte de pacientes.
Mais cedo ou mais tarde o Conselho Regional de Medicina e a Associação Médica do Paraná deverão se empenhar na tarefa de recuperação da imagem profissional.

Sigilo
O Tribunal de Contas e a Prefeitura de Curitiba não foram consultados sobre o programa já aplicado em outros Estados com nomes que vão de Vapt-Vupt ao de ''Tudo aqui'', unidades de atendimento ao cidadão, uma Rua da Cidadania estadualizada e capaz de respostas rápidas em carteira de identidade, título de eleitor, os babilaques como dizia o repórter Ali Chaim. Tudo privatizado com empresas levando milhões mensalmente por 25 anos. Silêncio de ouro. Tadeu Veneri fez discurso pesado sobre mais essa do governo. Estado Mínimo, mas grana máxima para os afortunados que operarem o serviço.

TJ e OAB
Se desembargadores podem eleger seu presidente do TJ por que advogados não têm direito à eleição direta?

Folclore
Argumentar que queima de ônibus é modismo e puro vandalismo, excluindo a possibilidade de vínculo com o crime organizado como houve em outros Estados,
é escapismo, nada mais.

Batida
PF e PM pegaram no Bairro Alto gangue de traficantes e apreenderam 8 mil comprimidos de LSD e dois mil de Ecstasy.

Mudou
A esquerda de hoje não torce mais a favor da Rússia contra o Brasil.

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