No Gaeco
O Ministério Público Estadual, por seu braço estratégico, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado, Gaeco, recebeu ontem da jornalista e apresentadora da TV Record Joyce Hasselmann denúncia que atinge setores do governo estadual fundada em gravação feita ano passado e que envolve figuras próximas do centro do poder e empreiteira.
O MP tem se ocupado ultimamente de questões patrimoniais tanto no Legislativo estadual como no municipal na apuração de crimes de improbidade como aqueles praticados em série inclusive com desvios enormes de recursos. O Executivo é alvo também de apreciações do MP e dentre elas o episódio do policial Délcio Rasera que prestava serviços na Casa Civil e grampeava telefones sem qualquer autorização judicial, conforme a denúncia que o condenou.
Assim aquilo que tinha característica de murmúrio, nas redes sociais, se formaliza e ganha consistência. Isso lembra, é claro com gravidade diversa, o caso dos dólares do governo José Richa em que um secretário (Belmiro Castor, do Planejamento) estranhava a cobrança de comissão em empréstimos internacionais e atribuia o deslize ao seu colega da Fazenda (Erasmo Garanhão). A crise se esgotou no front político e com a demissão dos dois, aliás os principais do governo, secretários. Não consta que tenha havido sequelas judiciais.

Maré vazante
Nem sempre a maré vazante é sinal de penúria: apesar da inexistência de espaços para financiamentos em massa, como vinha acontecendo, não só a Renault amplia suas instalações, como se viu ontem, e a Audi anuncia seu retorno à Grande Curitiba. Ora o mercado não está bom com o endividamento das famílias e os sinais de débil reação industrial, milhares de ações contra inadimplentes da compra de automóveis. Mas se gigantes agem nessa direção é porque enxergam, por seus especialistas, que depois da vazante vem a cheia.

Tudo aqui
O deputado Tadeu Veneri estranhou que se desse pouca divulgação à licitação de R$ 2,9 bilhões, a maior da gestão Beto Richa, numa parceria público-privada uma espécie de Rua da Cidadania ampliada com três postos em Curitiba e seis no interior, o ''Tudo aqui Paraná'', uma centralização de serviços. Parece não haver ilegalidade formal, já que o Portal oficial a divulgou. Detalhe: Fruet não foi informado e na proposta consta a Rua da Cidadania da Rui Barbosa. Tem todo jeito de ação eleitoral e, o pior, copiada. Que houve com nossos gênios?

Medo
Guardas de presídio não tiveram ontem a escolta prometida porque havia a mobilização para o transporte dos 38 presos transferidos. Prometem hoje.

Folclore
Graças a Requião, o Paraná está seprocado: é o de maior número de pendências no Cadastro Único de Convênios da União, Caij, o SPC federal. Quem atribui a
Requião o pecado é Reinhold Stephanes que promete desatar os nós em um mês.

Ablução
No mesmo dia em que a médica Virgínia foi liberada, o Evangélico lançou sua nova diretoria, disposta a recuperar a imagem da instituição.

Coragem
Terá coragem o prefeito Fruet de mexer no Instituto Curitiba de Informática?

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