LUIZ GERALDO MAZZA
Tapando (mal) buracos
A improvisação do governo estadual no Plano de Assistência ao Servidor é há muito tempo marcante. Nunca funcionou e jamais teremos um cenário como aquele dos tempos do Instituto de Previdência que era mais do que um salário indireto pela eficiência dos serviços médicos prestados. As iniciativas, desde então, foram as piores possíveis, a penúltima delas, por algum tempo, entregue aos
cuidados do Hospital São Vicente, em Curitiba, aquele mesmo que se recusou a atender Saul Raiz, ex-prefeito da cidade, vítima de dois tiros. Em seguida, a despeito de todas as advertências em sentido adverso, centralizou o precário atendimento no Hospital da Polícia Militar, insuficiente à própria corporação.
Consequência das improvisações: o governo estadual deve muito dinheiro à PM por essa cessão, que também passa a falhar nas atenções à corporação, e se viu inopinadamente obrigada a suspender o atendimento. O incrível é que tanto quanto a terra se move, como dizia Galileu, o governador continua sorrindo..
Compensações
Já em abril o governo estadual, reformulando o plano de custeio da Paranapre-vidência, passa a cobrar 11% dos vencimentos dos servidores e taxando também os aposentados que recebam acima do teto do INSS, R$ 3.916,20. Tenta-se assim, com as novas medidas, resolver o ''furo'' de R$ 7,3 bi, em grande parte provocado pelo fato de o governo, sempre ele, não fazer os aportes financeiros equivalentes aos valores pagos pelos servidores.
Veja-se o absurdo: quando mais piora a forma de atendimento dos servidores, aplica-se o aumento da contribuição previdenciária e, o que é pior, sem qualquer perspectiva de efetiva assistência médica. Há quem defenda a livre escolha pelos servidores de seus planos de saúde ou ainda uma licitação que indique empresa para tal responsabilidade. O atendimento da forma como é feito claramente não compensa.
Da mesma forma que o governo melhora sua base política, na administrativa acumula deficiências de toda ordem como essa e mais ainda as evidenciadas, justamente na área social, em saúde, educação e segurança.
Jogo de braço
Na CCJ a queda de braço para que a desoneração do ICMS do óleo diesel abranja todos os municípios com mais de 150 mil habitantes.
Táxis
Como o movimento noturno em função da Lei Seca provocou queda de 30% em bares e restaurantes, o setor está reclamando a imediata ampliação da frota de táxis. Ocorre que Fruet quer botá-la sob nova regulação e depurá-la dos abusos tradicionais com gente poderosa, dono de placas, servindo-se da exploração do trabalho dos ''bagrinhos''. Médicos, policiais, advogados atuam na área.
Folclore
Se o Professor Galdino for a Roma visitar o Papa não dará para perguntar quem é o cara de branco ao seu lado porque o seu jaleco também é claro.
Linha Verde
A inacabada Linha Verde cada vez com mais um problema: agora uma cratera de 2 metros na altura do viaduto da Avenida das Torres.
Terror
Guardas de presídio em paranoia com as gangues do crime organizado: mais dois foram assassinados e fala-se agora em escoltá-los do trabalho à casa.





