Chio da sabedoria
O empresário Jorge Gerdau, conselheiro de gestão presidencial, disse o óbvio sobre o número de ministérios no Brasil, 39, decalcado em nível estadual com 31 secretarias: é o limite da burrice. Tanto a presidente como o governador vivem a falar em racionalidade gerencial e se pecam nesse fundamento era mais apropriado não tratarem do tema como é o caricatural contrato de gestão tão proclamado por Beto Richa desde a prefeitura e algo que jamais funcionou se não turbinado pelo marketing, evidenciado agora no contrato de R$ 2,3 milhões com o Ibope via Celepar, instrumento indispensável a governos sem obras e na ânsia de compensações eleitorais.
Pelo estouro das contas públicas, agora sob mais uma ameaça pedagógica, a de acertar os precatórios por decisão do STF, o clima é de Juízo Final, mas eles continuam, todos sorridentes, de lua de mel com o poder. É só olhar a face eufórica dessa gente para constatar que estão fora do planeta.

A cesta
Pelo jeito o arremesso de meia distância da presidente Dilma Rousseff bateu no aro na questão da desoneração da cesta básica: indústrias, já com muitas dificuldades para respirar com a melhora no bimestre, não conseguem dar descontos por causa da sobrecarga tributária em cima de embalagens e insumos não abrangidos pelo benefício e também propaganda, como se vê todo dia na televisão, imposição de área duramente competitiva.
Mais um milho de pipoca que não estourou como aquele da década passada que pretendeu acabar com a fome, ainda sob Lula.

Vício
De nada adianta uma punição do TRE como a do ex-prefeito Luciano Ducci por ter feito telemarketing fora de época. Como o imaginário é estreito e os gênios (alguns espatifando sorvete na testa) os de sempre o primeiro teste sobre o governo estadual inclui uma pergunta sobre a quem cabe a culpa pelo alta da tarifa de ônibus: se a prefeitura, a União ou o governo estadual.

Atestado
Quem está atestando a honestidade do Chefe de Gabinete do governo é o cara certo: o Alexandre Curi que herdou a sabedoria do avô, o Aníbal.

Folclore
Havia no governo Ney Braga um áulico tão puxa-saco que quando não era chamado à atenção ficava angustiado como se não existisse. Isso gerou uma anedota a de que um dia o governador não aguentou a bajulação e deu-lhe um chute no trazeiro. Quando todos pensavam que tinha levado uma lição, replicou para espanto geral: ''o governador está com a canhota igual a do Rivelino''.

Condenação
Délcio Rasera, policial que servia na Casa Civil de Requião, foi condenado a 20 anos de prisão pelas escutas telefônicas. Se fosse político do primeiro escalão dificilmente seria apanhado. Rasera teve atuação forte no Banestado na apuração de chunchos na fase que precedeu o saneamento.

Escalado
Pelo jeito Ratinho Júnior está escalado para defender o governo estadual na supressão do subsídio: falou com razão que inexiste pesquisa origem-destino, pois ninguém a realizou e a coisa foi tocada empiricamente.

Guerra
Alta dos ônibus é refresco perto da regulação dos táxis em Curitiba. Brigar com poder concentrado é mais fácil do que encará-lo quando disperso.

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