Qual mais inútil
Um debate fora de época entre vereadores de Curitiba e deputados estaduais para apurar quais deles são mais inúteis. Pelo jeito empatam: foi preciso que o Ministério Público Federal agisse para se conhecer detalhes da ''Operação Gafanhoto'', até hoje em andamento, e, na sequência, a fantasmice perseguida
pelo presidente Valdir Rossoni, componente também da Mesa Executiva que aprovou chunchos internos e da mesma forma, do outro lado, somente no 15º ano de gestão do vereador João Claudio Derosso é que se conheceu a barbárie das rotinas sórdidas de uma Câmara, tão subordinada quanto o legislativo estadual, na compulsão pela prática da improbidade. Duas áreas ratificadoras e jamais retificadoras, como se impõem pela autonomia dos poderes, lembrando a anedota do roto que ri do remendado. Por isso que as pessoas se afastam da política, condenados a tomar doses de Engov para suportar o cenário.
Distinção
Não confundir náusea existencial, evocada por Jean Paul Sartre, com essa que o Engov aparenta curar na observação da política. Essa a razão pela qual um analista político, a cada momento, relembra o coprologista a tentar descobrir ovos de parasitos no exame de fezes como se fosse um garimpeiro em busca de diamantes no rio Tibagi.
Urgência
O governador não tem tempo para governar. A prioridade é outra.
Semelhança
Vereadores londrinenses com a camisa do Tubarão é quase a mesma coisa que o embate de ontem entre vereadores da Capital e deputados em defesa de Fruet ou de Beto Richa. A metáfora londrinense é melhor, mais concreta, sensível e homenagem ao amor verdadeiro, como assinalara Albert Camus, pelo futebol.
Folclore
Governo celebrou a redução de 50% em roubo de cargas e o feito será maior se
houver recessão e, consequentemente, menos movimentação de mercadorias.
UTI
Pelo jeito a avaliação das UTIs é geral e não apenas focada no Evangélico da Capital: o fato é que a ausência dessas onze vagas pesa no sistema e não se sabe se ela entra em operação nesta semana.
Adversidade
Políticos crescem na adversidade, Requião um deles. Parece, no entanto, que isso não se dá com Gustavo Fruet que mal se posta na armadilha de Beto Richa contra o subsídio e ficará, objetivamente, como o vilão da novela com o aumento da tarifa ao não explorar tudo o que o atual governador disse a favor desse tipo de assistência e que pretendia buscá-la também no governo federal via imunidade tributária em combustíveis e outros insumos, peças e acessórios. Está indo a nocaute antes de começar a luta. Ou o estafe técnico não funciona ou ele não o acata. A dúvida com relação ao metrô, pretendendo já um subsídio de R$ 200 milhões anuais é de lascar.
Cálculo
Mesmo apoiando Beto Richa, PMDB faz metade da bancada de agora. Só Requião pode alterar o teorema na cabeça de chapa ainda que perdendo.
Desobstrução
Alvaro Dias volta a ser protagonista regional com o empréstimo do Banco Mundial e pavimenta a via da reeleição. É bom, ruim para o baixo clero.

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