LUIZ GERALDO MAZZA
Ordenamento em questão
É evidente que a defesa não apenas do Hospital Evangélico de Curitiba como também da Medicina como instituição precisa e deve ser exposta com veemência igual aos das revelações até aqui feitas. Há um clima psicossocial de linchamento com o fato de preponderar o peso da acusação e das supostas provas colhidas ao longo do tempo em gravações autorizadas pela Justiça na circunstância de o processo ser sigiloso, o que não impede o vazamento de informações que sustentam as dimensões tenebrosas dos relatos.
Uma UTI, por mais bem gerida, é ambiente que pode ser tudo, menos agradável, pela rigidez de suas normas: se o setor é vítima de uma acomodação funcional com um tipo de servidor dominante tudo pode sair de controle e o ambiente ficar dominado pelo autoritarismo e pela manipulação.
Mas pretender, a essa altura dos acontecimentos, bloqueio nas averiguações e informações como pretende o Hospital Evangélico, só vai aumentar a margem de desconfiança em relação a um instituição tão deteriorada por várias disputas, das de ordem salarial que determinam volta e meia o seu fechamento em greves como outras que passam a ser reveladas no andamento das investigações.
Na contramão
O advogado da médica presa, Elias Mattar Assad, ao contrário do Hospital, não queria o bloqueio, mas sim o amplo conhecimento do que a polícia apurou.
Um desafio
O gestor do Londrina lançou um desafio à torcida: encher o Estádio do Café no domingo, com mais de 20 mil torcedores, para empurrar o time contra os coxas. E promete se isso acontecer baixar significativamente os ingressos no segundo turno. Seria uma sinalização mais do que simbólica, aposta no engajamento da comunidade, metáfora dos seus anseios de auto-superação. Preço dos ingressos é a causa da retração, mais do que explicada.
Saúde
O setor de saúde vai mal na União, no Estado e nos municípios. Em Curitiba, segundo o secretário, há falta pelo menos de R$ 93 milhões de imediato. Se a essa altura algum governista aparecer sorrindo pode ser sinal de derrame.
Folclore
Se num Atletiba de um campeonato ruim, protegido por denso policiamento, e depredam uma estação tubo e mais cinco ônibus dá para imaginar o que poderemos ter com greve de motoristas e de cobradores e, ainda por cima, aumento de tarifa. Surf no fio da navalha, ônus da democracia, bônus do agito.
Passeio
Revitalização do Passeio Público, depois da Riachuelo e da São Francisco, tem amplo sentido. Urge saber se há recursos para toalete e reciclagem. Imperioso um esquema de animação na área porque o clima atual é entediante.
Subsídio
Uma das pendências mais relevantes do transporte coletivo de Curitiba é a manutenção do subsídio por parte do governo estadual sem o qual a deseconomia do sistema é inevitável. Há alguns do governo que apostam em dureza nessas negociações, o que beira o terrorismo.





