Ano novo
Chineses já fizeram as festas para o ano da Serpente e nós tardiamente vamos iniciar agora o 2013 dentro daquele conceito de que isso, no Brasil, só se dá bem depois do carnaval. Esse reencontro suposto com o mundo produtivo mostra o quanto desperdiçamos o tempo. E com isso vem a consciência dessas perdas e dentre elas as dos governos: o nosso, de Beto Richa, está empenhado em queimar etapas com a evidência de que o prazo é curto para restabelecer aquele clima de dois anos passados quando a sua perpectiva de reeleger-se era bem mais visível do que agora.
A reestruturação política, apontada como prioridade, revela que a recuperação de horizonte desejada ganhou pontos com a reforma, notadamente na Casa Civil com a presença de um timoneiro com um trânsito excepcional nos espaços interministeriais para vocalizar as nossas demandas como por exemplo a do conflito com a Secretaria do Tesouro Nacional que breca nosso acesso a recursos da União e do exterior por infringência da Lei de Responsabilidade Fiscal nos gastos com pessoal.
Já a adesão de Ratinho Júnior (mais vantajosa ao governador do que ao deputado, hoje um interlocutor de primeira ordem com a votação obtida para prefeito, depois das astronômicas para a Câmara Baixa) pode significar além de uma possível aliança e com ela um capital, só em Curitiba, superior a 400 mil votos, uma alternativa de composição na chapa sucessória. Aliás a pasta para a qual foi indicado sempre serviu de catapulta para governo ou prefeitura, como se viu com o próprio Requião.
Se nesse front tudo vai bem é de esperar-se o arranque possível em obras, o que parece até aqui a maior dificuldade. Aí restariam intenções como o projeto do trecho da BR-101 no Paraná. Vai ser uma batalha com ecologistas e também os ecochatos, estes sempre mais veementes.

Mídia canalha
A mídia pode sobreviver nos tempos de Requião, o que prova que não carece tanto quanto imaginam dos recursos oficiais. Requião prestou, de forma oblíqua, serviço à democracia numa região habituada à dependência. Nada impede que um jornal se torne confessional, a favor ou contra, relativamente ao poder público federal, estadual ou municipal. Mas se Requião não tinha o direito de chamar de ''mídia canalha'' a quem o criticava (aliás brandamente), Beto Richa não pode igualmente dizer que o jornal que o reprova é do governo federal, uma conclusão maniqueísta como se o destino da paróquia girasse entre ele e a ministra Gleisi, uma espécie de fla-flu ou atletiba.

Indenização
Um lojista, irritado com obras que impedem a sua atividade, promete acionar o prefeito Gustavo Fruet por perdas e danos e lucros cessantes. Isso é evolução, modernidade.

Antecipação
A área de turismo teve tempo para ver o que se pode fazer com o carnaval e agora preparar-se para um aproveitamento da Semana Santa como já se faz tão bem com o Natal. A riqueza de ritos e componentes alimentares como peçankas e crachankas ucranianos dão uma ideia desse rico potencial.

Folclore
Escândalo da Câmara de Curitiba não chocará. Isso lá é redundância.

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