Apagão político
A reação de entidades da produção contra a taxação indevida da soja e milho mostra o quanto está desligada da realidade a classe política. Por sinal que ela nunca foi tão exposta como agora com os candidatos majoritários para presidir a Câmara e o Senado. A eleição deles será a maior evidência da distância entre feitos como os do mensalão, ligados à aspiração nacional, e o acanhamento da nossa política e seus atores de mambembe.

Pedágio
O pedágio da água, que vai subir 10,62%, é o esgoto que é cobrado e não atendido e que ainda por cima, segundo o Ministério Público, é lançado sem qualquer tratamento na bacia hidrográfica do Iguaçu. É o terceiro reajuste da água em menos de três anos: mais de 43% no total.

Custo
Um dos argumentos em favor da tornozeleira nos presos é o de que o custo de mil unidades, por quatro anos, será de R$ 25,9 milhões, o que dá R$ 540 per capita, ao passo que o sentenciado trancafiado custa quase R$ 2 mil por mês.
Por que então não soltam mais presos e baixam, na escala, o preço unitário da tornozeleira?

Taxação
Não bastasse a questão cambial, que tanto afeta as exportações com a baixa do dólar, a taxação da soja e do milho soa tão absurda que lembra o havido nos anos 50/60 com a apropriação dos ganhos com o café e que deu até, justamente aqui no Paraná, a marcha da produção detida pelo Exército. A baixa votação do general Lot na eleição presidencial no Paraná se deveu justamente a isso.

Petroleiros
A greve dos petroleiros por ajustes na Participação nos Lucros e Resultados deve ter sido deflagradora da decisão presidencial de aumentar já, embora não no nível necessário, o reajuste dos combustíveis. Petrobras estava na posição da lesma quando lhe atiram sal e nem trabalhadores da empresa e muito menos seus acionistas estavam satisfeitos, unidíssimos pela causa.

Folclore
Se o processo indenizatório que condenaria Cassio Taniguchi desapareceu da Vara da Fazenda Pública o que se pode esperar das nossas instituições? E isso não é preciso ir ao CNJ, basta que a Corregedoria local atue.

Marcelo
Marcelo Almeida é Requião para o governo do Paraná, mas está com a dupla Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo nas relações nacionais. É por isso que a reforma secretarial demora tanto e se espera que hoje no café da manhã do PMDB com Beto Richa tudo esteja nos conformes. Ontem, fim da tarde, Caíto Quintana coordenou o encontro da bancada e dirigentes para afinar o discurso para o encontro com o governador.

Referendo
Leis de iniciativa popular como a estadual que proibia a venda da Copel e as demais da CNBB como as federais da ficha limpa e da cassação por compra de votos operam como uma espécie de referendo qualificado (1% do eleitorado e coleta de assinaturas no mínimo em cinco Estados). Indispensável para dar complemento ao princípio da ''democracia direta'' admitida em 1988.

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