LUIZ GERALDO MAZZA
O terceiro setor
Novamente em ação articulada do Ministério Público estadual houve prisões no Paraná de pessoas que ligadas a ONGs da área da educação cometeram anomalias. A despeito de toda a justificativa da criação de organismos do terceiro setor sejam ONGs ou Oscips, como indispensáveis para suplementar ações que na origem caberiam ao poder estatal, percebe-se que volta e meia elas se transformam em instrumentos de manipulação como já se constatou na drenagem de recursos de algumas delas a movimentos sociais como o MST. Por várias vezes cogitou-se até de implantar CPIs para investigá-las, o que é claro mexe no vespeiro da frente aliada e seus compromissos e tudo fica travado.
Cada época tem seus cacoetes: quando do ciclo das sociedades de economia mista políticos e técnicos convergiram de que se tratava de instituição com flexibilidade e menos bloqueios formais. Com o tempo mostraram deficiências como se dá agora com o chamado terceiro setor. Tanto uma como outra solução mostram uma coisa só: a infertilidade estatal e sua tendência de ficar cada vez mais flácido, incompetente e também corrupto.
Alvaristas
Se existissem alvaristas organizados, nosso principal senador e maior figura da oposição brasileira, Alvaro Dias, ele não estaria condenado à obscuridade e buscando até um novo partido. É assim que se perde o potencial de um político: pelo isolamento e fazê-lo com um veterano aparenta ser mais fácil do que empregá-lo contra um mais jovem como Gustavo Fruet, tal como fizeram Requião e Beto Richa.
Espaço se ganha pela manutenção de seguidores fiéis e parece que aí Alvaro Dias leva a pior sobre Roberto Requião que quando isolado ainda mostra força no ambiente local, enquanto o ainda líder do PSDB fez opção nacional.
Alvaro fora, a nossa representação é desfalcada porque perde o seu mais importante integrante, obstinado oposicionista, mas não reconhecido pelo próprio partido que se deixa devorar por suas contradições e se mostra menos articulado e denso do que o PT, a despeito da adversidade do mensalão e das sequelas de escândalos como os perpetrados pela Rosemary.
Terror
No parque Yuppie, proximidades do antigo Pinheirão, um grupo apresenta, desde ontem, por um mês, a ''noite do terror'' com labirintos e cemitérios.
Calçadas
Curitiba volta a discutir suas calçadas com a reação do entorno do Batel contra o uso do granito. O prefeito assimila tudo o que é crítico tanto aí como no caso das mudanças, também rejeitadas pelos moradores, na Praça do Japão, área tradicional de lazer e eventos. Outra bronca de ciclistas contra a ciclo faixa vermelha já figura na agenda das mudanças.
Cassação
MP quer a cassação do vereador Professor Galdino que não deveria nem ter tomado posse por haver condenação do juiz de União da Vitória.
Folclore
Rio Branco, centenário, vai ser promovido pela Ponta do Felix, Antonina, no campeonato de futebol. Seria impensável anos passados ante a rixa litorânea.
Raio xis
Equipe da Fipe, quatro mestres da USP, estudou a composição dos custos e taxa de retorno do transporte coletivo. Relatório será entregue, 14, na Urbs.





