LUIZ GERALDO MAZZA
A planilha das tarifas do transporte coletivo de Curitiba sempre foi alvo das especulações políticas da praça quanto mais se demonizava o sistema perto das eleições. E apesar de tão suposto interesse pouco se descobriu sabendo-se, por exemplo, que até cestas básicas comercializadas pelo sindicato dela faziam parte como também a concessão de 3% da folha em nome de um Fundo Assistencial. Viu-se também que havia empresa interessada no chip dos cartões e mais ainda da aliança entre Instituto Curitiba de Informática e Dataprom, de empresas de amigos do rei, com um aporte de quase R$ 8 milhões anuais contestado pelo cartel que defende, em lugar desses intervenientes, a bilhetagem automática.
Com a mudança do critério histórico - do custo quilômetro pelo custo cliente - a Urbs se mantém imperial no domínio desses dados que só podem ser contestados por argumentos genéricos. É uma amarra histórica, orgânica, que se torna ainda mais dramática quando há o informe de que o governo estadual não subsidiaria a integração metropolitana.
Menos simples do que o cubo mágico a planilha aguarda um criptógrafo para torná-la ajustada ao Portal da Transparência.
Modernamente o cartel do transporte é menos forte junto ao governo do que os demais intervenientes, tanto que no passado Lupion chegou a decretar que o sistema passasse a ser gerido pelo Departamento de Estradas de Rodagem, o que caiu na Justiça, mas foi seguido de um ato de resistência civil que tirou a frota de circulação e a escondeu na região metropolitana, arrestada pela ação de Edgar Távora (ex-vereador de Londrina) na condição de Procurador do Município na gestão do prefeito general Iberê de Mattos. Outro interveniente do sistema, no trânsito, é a Consilux, tão prestigiada que mesmo acusada pelo Fantástico e anunciada a rescisão por Luciano Ducci, continua imperando.
A sociedade civil (OAB, Fiep, Sinduscon) levou ao Legislativo seu protesto contra a alta das custas judiciais. Tanto nesse caso como no da aposentadoria parlamentar urge montar placar mostrando a postura dos legisladores.
Se não houve desenvolvimento da doença, a troco de que a notícia oficial sobre o caso da vaca louca, só para dar impacto no mercado e mostrar transparência? Transparência demais cega.
Prefeitura acaba de lançar 450 vagas do Estar, estacionamento regulamentado, no entorno do Hospital de Clínicas. É a cidade se imobilizando para a Copa.
Consagração da sociedade cartorial, mais do que o nepotismo, está no caso da alta das custas judiciais. Qualquer sociólogo de plantão o explica.
Com aumento de ministros, desembargadores e procuradores de Justiça virão os das categorias beneficiárias do princípio da isonomia. Hemorragia salarial.
Fruet vai de bicicleta à posse e leva de cara uma do Beto Richa no subsídio.
Petraglia põe na parede o prefeito: mandou parar a obra da Arena e quer emissão de potencial construtivo de R$ 13,5 milhões. Dá entrevista amanhã.





