LUIZ GERALDO MAZZA
Terceiro no sul
Ser vice é nada no Brasil, tanto que detestamos lembrar da Copa de 50. Quando o estadista Hosken de Novaes veio para ser vice de Ney Braga ele, próprio, dizia que sua função era a de recolher-se à sua insignificância.
Houve um momento na história paranaense que estar em segundo era o máximo. Foi em 1966, governo Paulo Pimentel com o teaser ''Paraná, segundo estado do Brasil''. Obviamente o primeiro seria São Paulo. Vivíamos uma época de furor criativo: consolidação da infraestrutura e da integração física.
Passados tantos tempos, vividas tantas ilusões, descobrimos que somos, mal e mal, o terceiro do sul do país, segundo a FGV, em Índice de Desenvolvimento Humano. Isso em lugar de abatimento deveria levar governo e sociedade longe do oba oba e dispostos a reverter o quadro negativo.
Polêmica
Há quem entenda que melhor do que pena privativa de liberdade seria obrigar a devolver o fruto dos desvios como nos casos do mensalão e agora nos de Rosemary, mas o fato é que vem aí mais lei (como se isso resolvesse) que obriga agente público a fazer essa devolução sob a alegação de que hoje voltam apenas 8% do afanado. Lei da ficha limpa obrigaria o governo a não nomear Cassio Taniguchi e Ezequias Moreira, o primeiro condenado pelo STF à prisão por duas vezes e beneficiado pela prescrição e o segundo impelido a devolver a grana recebida indevidamente da sogra fantasma.
Mistério
Na seção de anúncios regionais da ''Veja'' uma página de elogios a Miguel Kfouri Neto, presidente do TJ, por suas ações (nelas não incluídas a da frota de automóveis, auxílio livro, auxílio fruta). Tentativa de decifrar o fato foi ontem assunto de abordagem das rádios. Gestão atual beneficiou a instância superior, mas há juízes do primeiro grau entre os 288 signatários. Alguns analistas enxergam restrição ao novo presidente eleito e outros proselitismo para a ida de Kfouri ao CNJ.
Saiu
Primeiro da lista de Gustavo Fruet: Fábio Scatolin no planejamento.
Folclore
A corrente restrita de solidariedade a Zé Dirceu em Curitiba está gerando uma paranoia em quadros internos do PT: procura-se saber se houve ordem de alguém para sabotar o evento. A obviedade do constrangimento passou bastante despercebida, o partido acordou em meio a um sonambulismo e a realidade lhe parece fugidía. Como dizia Valério Fabris despiste de criança cagada, mal sabe se chora ou se sai correndo, abismada na expressão dramática de perdição.
Táxis
A resistência ao aumento da frota de táxis em Curitiba prova a impotência dos que pretendem mexer no sistema que gira em torno da Urbs: imaginar a adoção da bilhetagem automática é um delírio com as amarras existentes.
Reeleição
Stephanes Júnior quer botar água no chope de Rossoni com a proibição da reeleição com emenda constitucional de 18 assinaturas.





