LUIZ GERALDO MAZZA
Agenda positiva
Não está fácil uma agenda positiva quer para a presidente Dilma Rousseff às voltas com o minimalismo do PIB (ainda que o ministro Mantega continue a cultivar a virada) ou para Beto Richa com as amarras financeiras e a hipertrofia das despesas de custeio e o não deslanche quer de investimentos públicos ou privados. Parece que ambos despertam tarde para a evidência de que cumpriram a metade dos seus respectivos mandatos. Ontem não rendeu sequer um copo de cerveja da Ambeve: entra a de Ponta Grossa, fecha a da Capital?
Heranças
Luciano Ducci deixa heranças, além da derrota eleitoral, que estão para ser quantificadas: desde a questão do incentivo construtivo da Baixada (impediu que fosse assinado o contrato ontem com o BNDES, Carteira de Fomento e o CAP) até a de um ato assinado a 27 de novembro e só agora publicado no Diário Oficial que proíbe a dupla função motorista-cobrador que onera custos da tarifa do transporte coletivo. Imagine-se o que está por vir.
Ongs e Oscips
Está na hora de um levantamento sério em torno do terceiro setor dados os golpes sistemáticos que vem ocorrendo com educacionais e ambientalistas. Agora o estouro é de um de R$ 50 milhões com o propalado Instituto Tecnológico de Desenvolvimento Educacional. Há tempos se pede uma CPI nacional e nada acontece apesar da ''laranjice'' corrupta de muitos casos como o da grana que nutre badalados movimentos sociais com atuação direta do poder público na transferência desses recursos.
Agressividade
Enquanto não se faz a reforma fiscal o jeito é valer-se do darwinismo da guerra fiscal, do qual o Paraná não aprende uma lição: a de que se torna indispensável ''agredir'' o mercado, buscar investidores e não ficar à espera que apareçam por aqui. Até no campo da aeronáutica o governo criou um grupo de estudos para atrair investimentos. Por exemplo: no da média engenharia naval levamos outra tunda dos catarinenses na produção de iates esportivos.
Custas
Em plena vigência do Portal da Transparência, o TJ aprovou aumento das custas judiciais em sessão secreta, embora com a decisão apertada de 13 a 9 dos 25 integrantes do Órgão Especial, dos quais houve três ausências. O pior é que o Legislativo é extremamente permeável às demandas cartoriais, pois a classe dos serventuários está lá representada. A OAB vai ter trabalho duplo.
Folclore
Os que se acovardaram e entregaram posições e companheiros aparecerão nas comissões da Verdade? Por serem vítimas estarão previamente invioláveis ou isso é varejo demais para a reconstituição da história? Dos relatos feitos piadas de 1964-68 há a daquele notório subversivo que optou por entrar na outra fila do presídio, a dos corruptos, que obviamente eram minoria, ao contrário do que se vê hoje na realidade brasileira.
Veneri
Tadeu Veneri quer mais tempo para discutir a reengenharia da previdência com o pronunciamento dos funcionários, os maiores interessados.





