Dualismo incontornável
Que o plano de gestão da administração estadual não funciona há evidências todos os dias especialmente na área financeira, mais efeito do que causa. Num governo politiqueiro por excelência a chance de o setor mais esclarecido da tecnoburocracia ganhar a mínima batalha com o setor político é nula. Daí porque há ceticismo na tal reprogramação da Paraná Previdência: em primeiro lugar a obrigatoriedade de despejar todo mês, em nome do erário, o que os funcionários pagam, o que não vem sendo feito, no mínimo, há oito anos (o que o governo contesta dizendo aplicar R$ 80 milhões todos os meses) é algo impensável porque é bem mais cômodo empurrar as coisas com a barriga; em segundo lugar o ônus de aumentar a contribuição e estendê-la aos inativos e pensionistas, algo como tirar a bolsa-família dos que a recebem.
No meio da mediocridade do governo há um setor que pensa não na próxima eleição, mas na outra geração. É tal segmento que está defendendo medidas de austeridade que no Brasil politicamente são negativas. Não dá para crer que Beto Richa a acolha porque isso não evita a reeleição porém a dificulta e de forma bastante severa.
Frevo
Crise social ferve: despejos pela ALL, essa que descarrila composições, em Almirante Tamandaré de 30 famílias; manifestação na rodovia 506 entre Quatro Barras e Piraquara também contra desocupações.
Cervejemos
A Ambeve superou a Petrobras como patrimônio: cervejemo-nos, enquanto a utopia do pré-sal não se faz realidade e dá margem a discussões quanto aos royalties que nem uma Skol arredonda.
Tartaruga
Fala-se em operação tartaruga de servidores do Detran, espécie de operação-padrão como a do pessoal da Receita Federal. Na Copel o governo alega que venceu o jogo de braços com apenas 15% dos trabalhadores na parede. Mas não precisava, até por isso mesmo, a intervenção burra da polícia.
Fechado
Firmados semana passada no BNDES os contratos relativos à Copa. Mario Celso Petraglia não precisa mais prometer parar as obras.
Folclore
Gustavo Fruet, perguntado por repórter pela transição, disse que precisa de mais informações. Nem terá as que deseja, muito menos o sistema as dará. E as que vierem deverão ser decodificadas por um criptologista de Diário Oficial, sem o que o cara não sabe o que está lendo.
Exemplo
Se secretário ou ministro pudesse ser demitido como Mano Menezes do escrete, o Brasil melhoraria mais do que o STF anda a indicar.
Enem
Apenas três dos 50 melhores colégios do país são públicos. Escola pública, melhor invenção do homem para a democracia, segundo Dewey, no Brasil é um lixo pedagógico, seguidamente comprovado. Mesmo assim é handicap para cotas no vestiba: quanto pior melhor porque há suposição de quem frequenta a escola pública é pobre. Pobre, mais do isso miserável, é a escola.

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