Loby antimetrô

Segundo o prefeito Luciano Ducci há uma conspiração articulada contra o metrô e que partiria do cartel do transporte coletivo. Ora quem tem sustentado o sistema nas suas demandas é a prefeitura como compartilhante de tudo, via Urbs, como se sabe. Se há alguém que não tem contraditado a engrenagem é justo a prefeitura, poder concedente, ante um oligopólio escancarado e que favoreceu muito Beto Richa quando do congelamento das tarifas por cinco anos que lhe garantiram a eleição e a reeleição em Curitiba.
A farsa foi completada com a licitação, anunciada como purgatório para as empresas, e que as manteve com o racha das linhas. A dívida enorme, além do subsídio que a prefeitura assimilava para sustentar as tarifas, depois da tal concorrência, foi dada ao município, a título de contributo pela outorga.
Em várias gestões dos prefeitos que se mantiveram em relações generosas com o modal sobre pneus apareceram alternativas eletrônicas: a primeira com o troleybus na administração Maurício Fruet e que não se sustentou tecnicamente dado o tamanho do veículo, impróprio para um corredor de alta demanda; a segunda e a terceira com o superbonde de Lubomir Ficinski e o VLT, Veículo Leve sobre Trilhos, de Lerner que chegou a ter um pré-projeto. Ora o poder concedente era permeável às alternativas e a resistência ao metrô está na forma como é empurrado goela abaixo, sem debate, sem análise, por outros setores entre os quais o Lerner, autor da revolução urbana e da introdução do BRT, ônibus de alta carga em canaletas, olhado como modelo excepcional no mundo inteiro, ainda agora complementando soluções em São Paulo.

Piora

Tanto o líder do governo quanto o presidente do Legislativo se declaram candidatos ao Senado e a preocupação é atingir Alvaro Dias, figura mais relevante de oposição na Câmara Alta. É a prova de que a representação do Paraná cai sempre de qualidade. Basta lembrar a eleição de 1962 que elegeu, renovadora, por força da liderança nesta, Amauri de Oliveira e Silva e Adolpho Franco. Disputaram essa eleição Munhoz da Rocha, Moysés Lupion e Vieira Lins. São comparáveis aos que estavam na última eleição no Senado?

Laranjice

''Laranja madura// na beira da estrada// ou está bichada, oi Zé// ou tem marimbondo no pé.//'' É o que se pode dizer da laranjice das cinco CPIs, instaladas ontem, na Assembleia, para evitar a do pedágio, que é outra laranjice. Que vergonha!

Nas calendas

Essa estória da ferrovia Cascavel-Paranaguá tem antecedentes como a do novo traçado da linha para Paranaguá, abandonado a meio caminho, e dá para imaginar a grita ambientalista (dos mesmos que não enxergam o esgoto da Sanepar jogado nos rios) em cima do projeto e durante toda a obra, se houver.

Desatenção

Empresas do transporte coletivo apresentaram ao prefeito o projeto 24 meses que com 10% dos dispêndios do metrô revolucionaria o sistema. Pelo jeito nem leram deslumbrados com a ''modernidade'' do metrô.

Folclore

28 dos 54 deputados atarefados com CPIs. Farão o que sempre fizeram: nada!

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