LUIZ GERALDO MAZZA
Mobilização do MP
Duas promotorias estaduais - a da defesa do consumidor e da proteção ao meio ambiente - entraram com ações contra a Sanepar. Politicamente saiu atirando e agora está no polo passivo como indiciada. Mais uma evidência de um quadro novo nessa área judicial. A nova providência visa a descontaminação do rio (convenhamos que não é apenas o Iguaçu) e especificamente a reestruturação da estação de tratamento Padilha do Sul.
Para dar capilaridade às providências seria interessante que promotorias de outras comarcas ao longo da bacia hidrográfica denunciassem outros pontos de contaminação como os existentes tanto na Região Metropolitana (lembre-se que ela hoje chega a Rio Negro, em hipótese legislativa) como nas demais áreas.
Ficaria demonstrado que reação política - mobilização de empregados e de sindicatos, falas iradas do governador e auxiliares - não elide o fato, que é comprovado pericialmente, do crime continuado contra o meio ambiente que faz parte, é claro, de um passivo antigo, todavia inegável, e configurando crime ambiental isso sem falar no delito contra o consumidor lesado por afinal pagar por um serviço (o manejo dos esgotos e seu tratamento) não prestado.
O MP, desde 1988, não é mais apêndice do Executivo, embora esse autonomismo nem sempre seja praticado. É um momento de sanidade institucional.
E o convênio?
Uma questão grave, a da fiscalização dos lançamentos de esgotos nos rios em área alcançada pela rede da Sanepar, que cabe à prefeitura com apoio técnico da estatal, é crime ambiental a tanto tempo tolerado. Tanto que até em tempos recentes os palácios dos três poderes, no Centro Cívico, lançavam esgotos em linha direta no rio Belém. Há um convênio que detalha responsabilidades entre prefeitura e estatal, essa delegada daquela, geradoras do caos.
Granizo
A ocorrência pesada de granizo no sul e sudoeste suscita novamente que se faça algo pela reedição da ''Geografia Física do Paraná'' de Reinhard Maack com suas tabelas de ocorrências (geadas, ciclones, vendavais, enxurradas) atualizadas. A obra é um roteiro dos acidentes naturais.
Tatu-bola
Três nomes atribuídos ao tatu-bola, símbolo da Copa 2014, são rejeitados pelo público. Um manifesto de 40 mil assinaturas contrário aparece na internet.
Folclore
Reta final da campanha. Hora da frase feita de quem estiver caindo hoje sob o argumento de que a pesquisa para valer será a 7 de outubro.
Safira
Dez pessoas presas (Paranaguá, Matinhos e São Paulo) na Operação Safira da Polícia Federal, tráfico de drogas com origem no porto. Só falta alguém dizer que isso visa prejudicar eleitoralmente o governo como no caso Sanepar.
Estresse
Só o estresse, fadiga do material, explicaria a derrota do grupo hegemônico de tanto tempo em Curitiba, nada mais.





