LUIZ GERALDO MAZZA
A identidade
Discutem os marqueteiros se o prenome Luciano é mais forte do que o nome Ducci e tentam reavaliar as coisas como em São Paulo não se sabia se o PSDB ia de Geraldo ou de Alckmin. Lucianos há muitos: o Pizzato que já foi também candidato e o Huck, aquele da TV dos sábados globais e que seleciona seus candidatos para transformar suas latas velhas em carrões. Como também em eleições nada se cria e tudo se copia sacaram o ''quem é Beto, é Luciano'', chupando aquela do Ney Braga em outro contexto bem mais relevante: ''quem é Ney é Jânio e quem é Jânio é Ney''. A semântica aí, inclusive ideológica, era outra e assentada em razões sérias, pois a UDN do norte era pró Maculan, PTB.
Pesquisas
Aquela estória do ''é proibido proibir'' não se ajusta às eleições: quem está no disparo é a pesquisa, ainda mais com o surgimento de vários pedidos, o que indica saturação do espaço e provável perda de credibilidade. No último pleito ficamos como ''ilha'' no país sem acesso às sondagens.
Rigor zero
Para driblar a proibição judicial (vinda, aliás, em boa hora) das operações padrão, grevistas da Polícia Federal partiram para o rigor zero, isso é não fiscalizam coisa alguma. Já a Polícia Rodoviária Federal decidiu exibir-se na greve, o que, a rigor, é a mesma coisa.
Cristianização
Um setor do PT decidiu ''cristianizar'' o candidato Gustavo Fruet. De um lado a bronca pelas posições assumidas sobre o mensalão e de outro em função dos efeitos do processo do STF na imagem do partido e notadamente de Lula. O fato é que o PT até aqui não deu o ar de sua presença, seus cardeais permanecem encolhidos como se estivessem encabulados.
Contrainformação
Valendo-se do clima criado pelo governo, colocando a eleição municipal com sua prioridade máxima, agentes oficiais jogam na boca de petistas o informne, altamente suspeito, de que estariam com receio de o oficialismo levar a parada já no primeiro turno, o tal do ''voto útil''. Como dizia o Garrincha falta só uma coisa: combinar tudo isso com o eleitor.
Folclore
O professor de Latim, João Mazzarotto, pega em flagrante um aluno colando de um livro enorme. O mestre faz a cantilena pedagógica em latim ''si estudes, estudes tibi''. E traduz ''se estudas, estudas para ti'' e prossegue: ''Rui Barbosa o sol nunca o apanhou na cama''. Não ouviu um gaiato lá de trás que sacou ''ele dormia de janela fechada''. Encerrada a oratória o pior: o livrão foi jogado janela abaixo e caiu no jardim do Ginásio Paranaense, onde funciona hoje a secretaria de Cultura.
Turismo
O ônibus de turismo da cidade vai operar em duas linhas e entre elas um ponto de intersecção para o usuário fazer escolhas. Primeiros informes deram a entender que se tratava de uma alta de tarifas salva por um eufemismo.
Portuária
Proibição da jornada dobrada em Paranaguá (a máxima é de seis horas) está dificultando as operações do terminal como se já não pesasse a ausência de trabalhadores.





