Protagonismo artificial

Muito se falou sobre o artigo de Beto Richa na Folha de S.Paulo indicando a terapia para o Brasil driblar o quadro pré-recessivo que já o abala. Mas além de não saber e nem ter a mínima ideia de como salvar a ParanaPrevidência com rombo de R$ 7,5 bi e muito menos de como reduzir os encargos com pessoal em 62% que ultrapassam o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e não contar com projetos que o habilitem a buscar recursos na União e no exterior e tomado pelo imediatismo eleitoral da Capital é a expressão da perplexidade, apenas dissimulada pelo hedonismo de curtir o poder.
O PSDB nacional cobra dele mais abrangência em sua atuação política por agarrar-se ao pleito de Curitiba como uma boia salvadora por tratar-se de um dos nomes fortes da agremiação em nível nacional. O diagnóstico da situação brasileira é superficial, mas tenta colocá-lo como protagonista um tanto quanto forçado e que resulta num aconselhamento acaciano de ações conjuntas quando ficou provado recentemente que não cumpriu o teto constitucional de 12% nos dispêndios com saúde, sem falar na perda de investimentos federais.
O pior é que ''chupa'' experiências do Rio de Janeiro da chamada polícia pacificadora com claro objetivo eleitoral, sem as cautelas necessárias para o seu efetivo funcionamento e que simplesmente imobilizarão os agentes de segurança como havia ocorrido com os módulos, inócuos tanto quanto o totem de Jaime Lerner.

Perdão

Depois do gol perdido (sem goleiro) por Neymar os atleticanos passaram a perdoar o Marcelo e os coxas os seus desastrados atacantes.

Acusação

Sylvio Sebastiani, autor das primeiras denúncias dos desvios legislativos, relatou na CBN que a Procuradoria de Justiça enrustiu seus processos por vários anos e que o seu dirigente tinha a família inteira nomeada na casa.

Inferno astral

Londrina passou por indefinições crônicas por causa de reversões de decisões da Justiça Eleitoral e corre o risco de repetí-las com as expectativas quanto a candidatura de Barbosa Neto.

Folclore

Só duas pessoas tiveram peito para enfrentar Requião na ''escolinha'', claro que correndo o risco de linchamento pela claque: a presidente da Associação do Ministério Público, Maria Teresa Uille Gomes, e o atual presidente do TC, Fernando Guimarães. Nos dois casos o governador amarelou porque basta enfrentá-lo para que fuja do tatami. Maria Teresa foi abandonada pela categoria que fugia de conflitos com o governo como punk de desodorante.

Parenteralismo

Situação insólita em Ivatuba: a Justiça Eleitoral vai ter que importar os mesários porque os existentes são parentes dos candidatos.

Colapso

Das categorias federais em greve a mais antiga é a dos fiscais da pasta da Agricultura: desde 2007 em luta e alertando para a hipótese do colapso dos serviços porque 1.500 devem se aposentar e os concursos aão indispensáveis.

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