Ainda no trânsito

Não é a primeira e nem será a última eleição que se pretende decidir em cima de trânsito, seja transporte coletivo ou ainda circulação e multas. Nesse particular o sistema atual já deu motivos de sobra para ser mais do que questionado como se viu naquela revelação do pessoal da Consilux na Globo e justamente no ''Fantástico'' declarando que eram seletivos nas multas.
A velha condicionante das acomodações se impôs novamente e aquilo, que era gravíssimo, inclusive botando em cheque a fidelidade do sistema, acabou esquecido e mais uma vez, como já acontecera no Caixa 2 de Beto Richa com a dissidência do PRTB, tudo se metabolizou.
Pois agora temos o prato cheio do Marcelo Araújo, diretor da Setran, com sua carteira cheia de pontos, boa parte deles aliviada por sua habilitação de advogado especializado. E isso surpreende porque 90% dos recursos não são aceitos, mesmo quando propostos por juristas. Está em questão não apenas o fato de o secretário ser um infrator contumaz, mas também um gênio em obter aquilo que a maioria dos mortais não consegue.
O normal, em termos de coerência e do ordenamento moral do governo, é que ele permaneça no posto tranquilamente como se deu com Ezequias Moreira e com Cassio Taniguchi, exemplos fortes de ''ficha limpa''. Haja coerência.

Decalque

Unidades do Paraná Seguro, agora em número de seis com as estabelecidas na Cidade Industrial, são decalque menos pomposo daquelas do Rio. Lá como aqui, embora o inegável ganho com a movimentação de tropas e viaturas, na hora dos resultados a visão oficial tenta sugerir a solução de um problema. Como a mobilização, dadas as deficiências de efetivo, não pode ser duradoura seus efeitos também se revelam provisórios se não houver mudança de ''cultura'' e integração de ações sociais, se possível com a adesão da comunidade. Esse, aliás, o primeiro objetivo. Mas a polícia não tem imagem saneada.

Rotação

A polícia está dando a entender que não se concentra nas Unidades do Paraná Seguro e tanto que só nesses dias tivemos rotação de 23 delegados sem que as razões dessas mudanças tenham sido especificadas. Logo no começo do governo houve um veto ao pessoal das chapas adversárias da oficial que pegou mal.

Bússola

Teremos em breve alguma perspectiva para medir a temperatura eleitoral: está para sair o Datafolha que deve tirar o processo da inércia. Aí teremos o show dos exegetas das pesquisas, profetas do já conhecido.

Pendência

O fato de tentarem impugnar a candidatura de Ratinho Júnior dá bem a noção de
quanto preocupa os adversários. Se o Ratinho pai não usar o programa da SBT para proselitismo do filho não haverá qualquer infração, o que ocorreria se ocupasse os espaços radiofônicos do candidato para manter a família no ar.

Folclore

Há algo mais do que radares de trânsito nessa campanha eleitoral.

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