LUIZ GERALDO MAZZA
Questão nacional
Londrina volta a ser cenário importante de questão nacional: o PDT requereu no STF a supressão do Gaeco como ato de legítima defesa do seu militante, o prefeito Barbosa Neto. Ainda no decorrer da semana dirigentes empresariais se manifestaram em favor das atuações daquele órgão do Ministério Público e em especial as ações saneadoras desencadeadas na cidade.
Quanto menor a politização de uma determinada região brasileira maior a resistência a órgãos investigatórios como se deu no norte do país em que os deputados chegaram ao cúmulo de pleitar uma CPI do Gaeco, tal o estrago que suas devassas faziam à classe política. O presidente nacional do PDT, o notório Carlo Lupi, chegou a fazer um comício em Londrina, no qual anunciou a disposição de lutar pela extinção do Gaeco que já vinha acoplada a outra demanda que tenta retirar do Ministério Público ações de polícia. Londrina é o exemplo vivo da importância do Gaeco numa sociedade minada pela corrupção.
Sorte, azar
Curitiba em menos de duas semanas obteve três prêmios lotéricos, dois deles da Megasena. Opondo-se ao ciclo da sorte tivemos em dois dias ataques a três moradores de rua. A brutalidade se vale das notórias deficiências do sistema de segurança, extremamente vulnerável.
Competência
O Tribunal de Contas suspendeu o pregão para a aquisição de 1.255 veículos (ao preço de R$ 135 milhões) à Secretaria de Segurança. Quatro irregularidades foram apontadas, inclusive de incompatibilidade de equipamento, o que mostra deficiência nas estruturas burocráticas, ainda mais quando se exige celeridade nas providências.
Mais um
PRTB, aquele do caixa dois via dissidência, retirou pedido de impugnação contra Carlos Moraes, o que pode representar mais um postulante na praça.
Balanço
Além de ter extrapolado nos dispêndios com pessoal, hoje em 62%, situação fazendária é crítica: no semestre houve aumento em 13% da arrecadação e de 19% nas despesas, prova total de descontrole, algo que o contrato de gestão não previne e nem resolve, a despeito da aura de precisão que o envolve.
Folclore
Valmor Stedile, advogado do PDT: por que o Gaeco só funciona em Londrina e pouco se sabe do que ele faz em Curitiba?
Abafa
A PM (Comando da Capital) ouviu ontem os dirigentes do Sindimoc que fizeram estatísticas alarmantes sobre assaltos e crimes em ônibus. Vão colocar um grupo tático, apoiado em ações de inteligência, a serviço da prevenção. A PM, como se dava no tempo de Lerner e Requião, valoriza o efeito psicossocial como fator de ceticismo na população. De repente contestam estatísticas federais, alegando como Requião fazia incompatibilidade metodológica e foi assim que chegamos ao abismo atual.





